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Petrobras reafirma política de preços de combustíveis em comunicado

Petrobras reafirma política de preços de combustíveis em comunicado

A Petrobras reafirmou sua política de preços de combustíveis em comunicado enviado à CVM, órgão regulador do mercado, na noite de quinta-feira. Segundo a petroleira, essa estratégia comercial vem sendo seguida “mesmo em um cenário de forte elevação das cotações internacionais dos derivados de petróleo, intensificado por tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio”.

A atual política de preços de combustíveis da Petrobras, apresentada formalmente em maio de 2023, chegou a ser bandeira de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Nos discursos, o então candidato falava em “abrasileirar” os preços da Petrobras.

“Os reajustes de preços continuam sendo feitos sem periodicidade definida, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio, conforme prática usual da Petrobras que considera as suas melhores condições de refino e logística. Quando necessários, os reajustes são realizados com base em análises técnicas e em linha com a governança da Companhia”, diz o comunicado.

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Resposta a questionamento

O comunicado da noite de quinta-feira foi uma reposta à CVM. O órgão regulador questionou a companhia sobre a publicação de uma reportagem, no site Brazil Journal, sobre a defasagem entre os preços dos combustíveis cobrados pela Petrobras nas refinarias e os praticados no mercado internacional.

Diante da política de segurar o “repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais”, sempre que o barril de petróleo dispara, essa defasagem aumenta, ou seja, a tabela das refinarias da estatal fica mais barata do que o cobrado lá fora. Em tese, a empresa perde com a defasagem, daí porque a CVM questionou se a diretoria não deveria ter informado acionistas e investidores em geral sobre o cenário.

Além de reafirmar a política de preços, o comunicado da Petrobras diz não “reconhecer” as estimativas de defasagem de preços, corriqueiramente calculadas e divulgadas por empresas do setor e analistas de mercado.



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