Entre os 54 semifinalistas anunciados para a edição 2026 do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, as escritoras pernambucanas Marilene Felinto e Micheliny Verunschk integram o rol de concorrentes com “Corsária” e “Depois do Trovão”, respectivamente.
No total foram inscritos mais de 1,8 mil obras de prosa e outros pouco mais de 1,2 mil de poesia de pelo menos 13 diferentes nacionalidades. Entre os semifiinalistas há autores do Brasil, Portugal, Angola e Moçambique.
Na poesia foram selecionados vinte e oito títulos de dezenove autores brasileiros, cinco moçambicanos e quatro portugueses, com obras publicadas por vinte e cinco selos editoriais – dezesseis do Brasil, seis de Portugal e três de Moçambique.
Já na prosa, dos vinte e seis semifinalistas, há doze brasileiros, dez portugueses, três moçambicanos e um angolano, com livros publicados por quinze selos editoriais.
O JÚRI
A seleção foi feita a partir de um júri formado por acadêmicos, poetas e escritores de diferentes países.
Além de avaliar os livros inscritos, o grupo elegeu os integrantes dos júris responsáveis pelas próximas etapas do prêmio.
Para a nova fase, o corpo de jurados será conduzido com um grupo para a prosa e outro para a poesia. No total serão doze representantes de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal.
O Júri Intermediário de Prosa é formado por Álvaro Taruma (Moçambique); João Fernando André (Angola); Carola Saavedra e Felipe Munhoz (Brasil) e Sara Figueiredo Costa e José Mário Silva (Portugal).
Na poesia participam Leopoldina Fekayamãle (Angola), Francisco Guita Jr. (Moçambique), Fernando Paixão e Natasha Félix (Brasil) e Maria Antónia Oliveira e Maria João Cantinho (Portugal).
As obras semifinalistas vão ser analisadas até 12 de outubro. Ao final serão eleitos cinco livros de poesia e cinco de prosa, que avançam para a etapa final de avaliação do Oceanos 2026.
As obras, a partir de então, passam a ser avaliadas por um novo júri internacional que escolherá o vencedor de cada uma das categorias.
O OCEANOS
Dedicada a premiar escritos em língua portuguesa, com publicação em qualquer lugar do mundo, o Prêmio Oceanos tem a governança da Oceanos Cultura, no Brasil, e da Associação Oceanos, em Portugal.
A premiação foi pensada para fazer circular literaturas e para promover o intercâmbio entre autores, leitores, críticos, editores e instituições culturais de diferentes países.
O prêmio conta com patrocínio do Itaú, via Lei de Incentivo, e do Ministério da Cultura de Portugal, além do apoio do Itaú Cultural, dos Ministérios da Cultura de Moçambique e Cabo Verde e da CPLP.
“Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa” tem patrocínio do Itaú, via Lei de Incentivo, e do Ministério da Cultura de Portugal, além do apoio do Itaú Cultural, dos Ministérios da Cultura de Moçambique e Cabo Verde e da CPLP.
VEJA LISTA DE SEMIFINALISTAS
PROSA
“Corsária”, Marilene Felinto, Fósforo (Brasil – PE)
“Depois do Trovão”, Micheliny Verunschk, Companhia das Letras (Brasil – PE)
“A Chuva que Lança a Areia do Saara”, Ana Margarida de Carvalho, Companhia das Letras (Portugal)
“Aranha Movediça”, Moacir Fio, Moinhos (Brasil – CE)
“Caderno de Ossos”, Julia Codo, Companhia das Letras (Brasil – SP)
“Dança de Enganos”, Milton Hatoum, Companhia das Letras (Brasil – AM)
“Have Ya Got Any Castles, Baby”, Ana Teresa Pereira, Relógio D’Água (Portugal)
“Horas Azuis”, Bruna Dantas Lobato, Companhia das Letras (Brasil – RN)
“Matilde, H.G. Cancela”, Relógio D’Água (Portugal)
“Meridiana”, Eliana Alves Cruz, Companhia das Letras (Brasil – RJ)
“Mobília Humana”, jjLeandro, Litteralux (Brasil – MA)
“Mundo, Pára Quieto”, Ricardo Araújo Pereira, Tinta-da-China (Portugal)
“Não é Ainda o Pânico”, Rui Nunes, Relógio D’Água (Portugal)
“Narração Nocturna”, João Paulo Borges Coelho, Editorial Fundza (Moçambique)
“Niemand”, Andre Klojda, Litteralux (Brasil – RJ)
“O Almoxarife Almaxerifado”, João Henriques BarretoLima, Inmensa Editorial (Brasil)
“O Mel sem Abelhas”, Judite Canha Fernandes, Gradiva (Portugal)
“Quem Tem Medo dos Santos da Casa”, Sara Duarte Brandão, Dom Quixote (Portugal)
“Recordações e Andorinhas”, J. Rentes de Carvalho, Quetzal (Portugal)
“Se não me Quiseres Amar Agora no Inverno, Quando?”, António Cabrita, The Poets and Dragons Society (Portugal)
“Sob a Capulana do Destino e Outros Contos”, Énia Lipanga, Nandyala (Moçambique)
“Te Dou Minha Palavra”, Noemi Jaffe, Companhia das Letras (Brasil – SP)
“Todas as Famílias Felizes”, Miguel d’Alte, Suma de Letras (Portugal)
“Tudo Sobre Deus”, José Eduardo Agualusa, Quetzal (Angola)
“Última Memória Entrevista com Sthoe”, Lucílio Manjate, Alcance Editores (Moçambique)
“Uma Delicada Coleção de Ausências”, Aline Bei, Companhia das Letras (Brasil – SP)
POESIA
“A Parte Desejada”, Ademir Demarchi, Lambrequim (Brasil – PR)
“Antes de Dar nomes ao Mundo”, Adriana Lisboa, Relicário (Brasil – RJ)
“As Mãos”, Rui Teixeira Motta, Guerra e Paz Editores (Portugal)
“Boris e Marina”, Alberto Martins, Companhia das Letras (Brasil – SP)
“Cavalo Partido ao Meio”, Danilo Villa, Primata (Brasil – BA)
“Coisa de Nada”, Duarte Drumond Braga, não (edições) (Portugal)
“Corpos da Memória”, Helder Macedo, Caminho (Portugal)
“Costurar a Linguagem”, Zacarias Nguenha, Fundação Fernando Leite Couto (Moçambique)
“De-estar, Entrestrelas”, Age de Carvalho, Cobalto Livros (Brasil – PA)
“Diáspora não é Lar”, Nina Rizzi, Pallas (Brasil – SP)
“Matriarca Cidade”, Dalgo Silva, 7Letras (Brasil – CE)
“Modos de Construção Sobre Tapumes”, Gabriela Sobral, Cachalote (Brasil – PA)
“Nada Entre Dois Polegares”, João Gabriel Madeira Pontes, 7Letras (Brasil – RJ)
“Noite Devorada”, Mar Becker, Círculo de Poemas (Brasil – RS)
“O Jardim das Oliveiras”, Adélia Prado, Record (Brasil – MG)
“Para Espantar Horror do Tempo”, Ben Jone, Oleba Editores (Moçambique)
“Para o Naufrágio do Fogo”, Britos Baptista, Gala-Gala (Moçambique)
“Porte Étoile”, Edimilson de Almeida Pereira, Cobalto Livros (Brasil – MG)
“Pote de Mel e Outros Poemas”, Leonardo Gandolfi, Editora 34 (Brasil – RJ)
“Quimera”, Prisca Agustoni, Círculo de Poemas (Suíça-Brasil)
“Radiografia das Árvores”, Ivana Fontes, Aboio (Brasil – SE)
“Relógio sem Rosto”, Carlos Machado, Patuá (Brasil – BA)
“Satori na Laje”, Edson Cruz, EditoRia (Brasil – BA)
“Sobre a Queda de uma Pétala”, Adriano Wintter, Bestiário (Brasil – RS)
“Terreno”, Duarte Scott, Tinta-da-China (Portugal)
“Toda Manhã Era Vez”, Carla Diacov, Ofícios Terrestres (Brasil – SP)
“Tratado das Coisas Sensíveis”, Pedro Pereira Lopes, Imprensa Nacional – Casa da Moeda (Moçambique)
“Tratado sobre Noite”, Whaskety Fernando, Mapeta (Moçambique)
