Programa MMA busca uma alternativa de longo alcance ao MQ-9 Reaper, com produção em escala e capacidade de saturar sistemas antiaéreos inimigos
O Pentágono avalia o desenvolvimento de um drone de longo alcance, menor custo e maior tolerância a perdas para substituir parte das missões hoje cumpridas pelo MQ-9 Reaper, uma das principais aeronaves remotamente pilotadas da força aérea dos Estados Unidos.
A iniciativa aparece em uma solicitação para o programa Massed Modular Aircraft (MMA) e busca uma aeronave não tripulada modular, produzida em maior escala e capaz de operar em ambientes de maior risco, sem o mesmo peso financeiro de sistemas mais caros e complexos.
O debate ganhou força após perdas recentes do já veterano MQ-9 em operações no Oriente Médio. A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) também confirmou a aprovação de requisitos para um futuro substituto do Reaper, com foco em arquitetura aberta, produção em escala e menor custo unitário.
A mudança indica uma revisão na forma como os Estados Unidos pretendem empregar drones em cenários contestados. Em vez de depender apenas de plataformas de alto valor, a nova abordagem prevê o uso de aeronaves mais numerosas e “atríveis”, capazes de absorver perdas e manter pressão contínua sobre defesas adversárias.
O projeto prevê que o novo drone deve executar missões atualmente associadas ao MQ-9A, incluindo vigilância, lançamento de armamentos, guerra eletrônica e retransmissão de comunicações. A solicitação prevê capacidade para diferentes cargas úteis, alcance de teatro e operação em grandes grupos.
Embora ainda não haja definição de preço ou fabricante, os requisitos apontam para um drone de porte relevante, com carga útil elevada, longo alcance e capacidade de operar a partir de pistas convencionais ou improvisadas. A meta é realizar testes de voo de um protótipo em até 21 meses após a contratação, com capacidade operacional inicial prevista para o ano fiscal de 2031.
