O velório do jornalista e escritor pernambucano Homero Fonseca reúne parentes e amigos, na tarde deste domingo (23), no cemitério Morada da Paz, em Paulista, Região Metropolitana do Recife (RMR).
Homero, que foi o primeiro editor-chefe da Folha de Pernambuco, faleceu aos 77 anos, em decorrência de um câncer de pâncreas. Com a finalização do velório às 18h, a cerimônia de cremação deve acontecer logo em seguida.
Além de editor-chefe da Folha, foi diretor de redação da revista Continente Multicultural e passou pelo Diario de Pernambuco, onde também ocupou o cargo de editor-chefe, além de ter trabalhado como repórter das sucursais dos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil.
Nascido em Bezerros, o jornalista, autor de mais de 15 livros, incluindo romances, reportagens históricas, biografias e ficção infantojuvenil, deixa um vazio na cena cultural local.
Entre os destaques da carreira de Homero como escritor está “Roliúde: Um romance picaresco”, aventuroso e cinematográfico”, de 2011, que chegou ser adaptada para o teatro. Considerado um de seus maiores sucessos, narra as aventuras de Bibiu, uma espécie de “Ulisses nordestino” na década de 1940, que viaja pelo interior contando enredos de clássicos do cinema hollywoodiano e brasileiro.
Seu último livro foi lançado em julho deste ano, “Jornais em Guerra – A imprensa na Confederação do Equador” (1823-1825), e traz uma análise sobre a atuação dos periódicos durante um dos períodos mais marcantes da história política do Pernambuco.
Homero Fonseca deixa a esposa, Iracema Rodrigues, e os filhos Pedro, José Henrique, Ana e Maria Clara.
Para o filho José Henrique, o legado que fica do pai vai além do excelente profissional que Humberto foi.
“Escutamos de várias, sobre o excelente profissional que ele era. Pessoas que vêm prestar condolências e além da condolência deixam claro o homem que ele era como profissional, como pessoa. Mas o que fica é a lembrança dele como o excelente pai que ele foi. Amoroso, generoso, isso é muito a dizer”, afirmou José.
Apaixonado pelo Santa Cruz, a família fez questão que Homero fosse velado com uma camisa e uma bandeira do Santa Cruz sobre o caixão.
“Ele sempre foi um tricolor arretado, via todos os jogos e levava a gente para o Arruda para ver também. Infelizmente ele faleceu ontem e não deu tempo de ver o jogo, e o Santa está sempre perdendo ultimamente mas ontem ganhou. Estamos dizendo que o Santa ganhou em homenagem a ele. Mas além disso também eu coloquei nas mãos dele uma escultura de uma onça com um filhotinho na boca, que ele me pediu pra comprar, porque ele amava onças e tinha uma coleção”, contou a filha Ana.
Para a companheira com quem dividiu a convivência dos últimos 23 anos, Iracema, Homero foi um companheiro “ímpar”.
“Homero era uma pessoa fantástica, um profissional único no conceito de fazer na investigação, um companheiro ímpar, muito cristalino, me trouxe muita luz, tínhamos muita afinidade. Sinceramente, acho que ele viveu bem todas as esferas da vida e vai fazer falta em todas”, declarou Cema, como é mais conhecida pelos amigos.






