O já conhecido e badalado Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa contabiliza para a edição deste ano 3.086 inscritos e 491 editoras participantes de pelo menos nove países, e autores de 13 nacionalidades. Números que confirmam o alcance do evento, inclusive internacional.
Em 2024, foram 2.627 obras e em 2025, 3.142. Para 2026, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor Leste e Brasil integram o rol de autores participantes, além de escritores da Argentina, Benin, Eslovênia, França, Suíça e Venezuela.
Brasil e Moçambique
O Brasil está à frente de mais 80% das inscrições em 2026, com participação de editoras de todas as regiões.
Vale destacar também que a presença de países africanos da CPLP dão conta de uma ampliação gradual do intercâmbio literário.
Além disso, Moçambique chega à edição com livros de 71 autores inscritos, publicados por editoras com sede no próprio país e também no Brasil, Estados Unidos e Portugal.
É por lá também que é válido trazer o registro de participação de 12 editoras locais.
Prosa e poesia
Elencando os números da edição deste ano – a escolha dos vencedores está marcada para novembro – dos pouco mais de 3mil livros escritos, 1.808 foram de prosa e 1.278 de poesia.
Entre abril e setembro, as obras inscritas serão avaliados por um júri internacional e, a partir disto, os semifinalistas vão ser conhecidos.
E na etapa seguinte, entre agosto e outubro, outros jurados definem quem serão os finalistas da edição 2026 do Oceanos, com um terceiro júri responsável em eleger o livro de poesia e o de prosa.
A premiação total do Oceanos – cuja curadoria é formada por Matilde Santos (Cabo Verde), João Fenhane (Moçambique), Isabel Lucas (Portugal) e Manuel da Costa Pinto (Brasil), sob coordenação de Selma Caetano – será de R$ 300 mil – com metade deste valor pago a cada um dos vencedoras das categorias.
O Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa tem o fomento do Itaú, via Lei de Incentivo, e também do Ministério da Cultura de Portugal, além de apoio do Itaú Cultural e dos Ministérios da Cultura de Moçambique e Cabo Verde e da CPLP.

