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Netflix revela que pagou R$ 3 bi por empresa de IA de Ben Affleck, que será consultor da empresa

Netflix revela que pagou R$ 3 bi por empresa de IA de Ben Affleck, que será consultor da empresa


A Netflix revelou que pagou US$ 587 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) pela InterPositive, empresa de inteligência artificial fundada por Ben Affleck.

O valor da aquisição foi divulgado em um documento regulatório apresentado pela companhia nesta sexta-feira (17), meses depois de o negócio ter sido anunciado, segundo o site The Hollywood Reporter. Como parte do acordo, o ator, diretor e produtor também passou a atuar como consultor sênior da plataforma de streaming.


Embora o formulário a que o veículo teve acesso não cite nominalmente a InterPositive, a Netflix havia anunciado a compra da empresa em 5 de março. No documento, a companhia informa que concluiu, em março de 2026, uma aquisição no valor aproximado de US$ 587 milhões, pagos integralmente em dinheiro.


A InterPositive foi criada por Affleck em 2022 com o objetivo de desenvolver ferramentas de inteligência artificial voltadas para o cinema, especialmente na área de efeitos visuais, mas preservando o papel criativo de roteiristas, diretores, atores e demais profissionais da indústria.


Na época da venda da empresa, o ator afirmou que criou a companhia para proteger a criatividade humana em um momento de rápida expansão da inteligência artificial.




— Eu sabia que tinha uma responsabilidade para com meus colegas e nossa indústria: proteger o poder da criatividade humana e as pessoas por trás dela. Ao criar a InterPositive, busquei fazer exatamente isso. Da invenção da imagem em movimento à transição para o digital, da captura de movimento à produção virtual, a tecnologia evoluiu lado a lado com os artistas que a utilizam. Nosso compromisso compartilhado de dar continuidade a esse legado torna a união um passo natural, somado às décadas de experiência da Netflix na aplicação e expansão responsável de tecnologia — escreveu Affleck, nas redes sociais, na ocasião.


Segundo o cineasta, a empresa desenvolveu um modelo próprio de inteligência artificial treinado para compreender a lógica visual do cinema e manter a consistência da edição, mesmo diante de desafios como tomadas ausentes, substituição de cenários e problemas de iluminação.


A aquisição ocorre em um momento em que a Netflix amplia o uso de inteligência artificial em suas produções. Durante a divulgação dos resultados financeiros da empresa nesta semana, o co-CEO Ted Sarandos afirmou que cerca de 300 títulos da plataforma já utilizam IA em alguma etapa da produção, principalmente na pós-produção.


— A IA generativa está ganhando escala rapidamente em todo o processo criativo, desde a concepção e a pré-visualização até a pós-produção e a entrega final. Estamos produzindo resultados de maior qualidade de forma mais rápida e eficiente do que seria possível com métodos tradicionais. Fluxos de trabalho com IA generativa já foram utilizados em cerca de 300 de nossos títulos, com a maior concentração, até o momento, ocorrendo na pós-produção. Mas também estamos aproveitando a IA generativa para tomadas e sequências realmente complexas — afirmou.


Como exemplo, Sarandos citou a série documental The American Experiment, produzida com apoio de Tom Hanks. Segundo ele, 17 minutos de imagens foram aprimorados com inteligência artificial.


— Isso nos permitiu ampliar o escopo da série de maneiras que simplesmente não seriam viáveis anteriormente. Esses 17 minutos foram produzidos duas vezes mais rápido e pela metade do custo das opções anteriores — disse o executivo.

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