Naomi Osaka voltou a fazer da quadra uma passarela em sua estreia em Roland Garros 2026. Na terça-feira (26), em Paris, a quatro vezes campeã de Grand Slams entrou para enfrentar a alemã Laura Siegemund usando um corset preto com saia plissada, de linhas que remetiam à Torre Eiffel, sobre um vestido dourado da Nike com paetês, que brilhavam no saibro sob o sol francês.
Dentro de quadra, o desempenho acompanhou o impacto visual. Osaka venceu por 6/3 e 7/6(3), em um jogo controlado diante de Siegemund. O resultado levou a japonesa à segunda rodada, em que enfrentará Donna Vekić, e prolongará a vitrine para seu novo figurino.
A relação de Osaka com a moda é parte de sua estratégia de imagem. A japonesa diz usar as roupas como forma de expressão — “falo pouco, deixo as roupas falarem por mim”, costuma repetir — e cita Serena e Venus Williams como referências em “grandes revelações” de looks em Grand Slams.
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Em Roland Garros, o visual foi criado em parceria com o estilista Kevin Germanier, conhecido pelo uso de materiais reaproveitados, em complemento à coleção da Nike. Essa combinação de alta-costura e uniforme esportivo virou marca registrada nos últimos anos.
Em janeiro, Osaka já tinha chamado atenção no Australian Open com um conjunto assinado por Robert Wun, inspirado em águas-vivas, e em Indian Wells apareceu com referências tribais, joias faciais e animal print.
Apesar do entorno fashion, Osaka afirma não sentir pressão extra por transformar as entradas em quadra em pequenos eventos. Diz encarar a entrada em quadra nos Grand Slams como único momento em que se vê “quase como uma entertainer”, mas ressalta que, passada a apresentação, o foco volta ao básico: vencer partidas e tentar, enfim, superar a terceira rodada em Roland Garros, algo que não consegue desde 2019.
