O ator, dublador e apresentador Roberto Maya morreu nesta terça-feira (27), aos 91 anos, em Campinas, no interior de São Paulo. Ele estava hospitalizado na Beneficência Portuguesa do município e não resistiu a uma insuficiência respiratória.
Formado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP), Maya deu os primeiros passos profissionais no rádio e na dublagem, antes de ampliar sua atuação para o cinema e a televisão.
Entre seus trabalhos de maior repercussão está o programa Documento Especial, atração jornalística que apresentou e narrou durante quase uma década, de 1989 a 1998. A produção passou pela TV Manchete, pelo SBT e pela Bandeirantes.
Trajetória nas novelas
Na teledramaturgia, o ator integrou elencos de produções das redes Excelsior, Tupi, Globo e Bandeirantes.
Entre os títulos de seu currículo estão Final Feliz, exibida pela Globo, e Os Adolescentes, da Band.
Sua última participação em uma novela foi em Paraíso Tropical, produção global de 2007.
A voz de Maya também marcou o trabalho de dublagem. Um de seus personagens foi Shere Khan, o temido tigre-de-bengala da animação Mogli, o Menino Lobo.
Parceria
No cinema, o artista teve uma relação profissional de destaque com o cineasta Walter Hugo Khouri.
Em dois trabalhos do diretor, deu vida a versões do personagem Marcelo, figura que funcionava como uma representação do próprio cineasta. Maya protagonizou os longas “O Convite ao Prazer” e “Eros, o Deus do Amor”, ambos dirigidos por Khouri.
Seu último trabalho nas telas foi o filme “Mulheres no Poder”, dirigido por Gustavo Acioli e lançado em 2016. A produção encerrou uma trajetória artística que atravessou diferentes formatos do audiovisual brasileiro.
