Um dos executivos mais influentes da indústria musical, Clive Davis morreu nesta segunda-feira (22), aos 94 anos, em sua casa, em Nova York. Ex-presidente da Columbia Records e da Arista Records, ele foi responsável pela contratação de artistas como Aretha Franklin, Bruce Springsteen, Billy Joel, Whitney Houston, Santana, Janis Joplin, Christina Aguilera e Alicia Keys, e colaborou decisivamente no desenvolvimento de suas carreiras.
Recentemente, Davis foi hospitalizado com problemas respiratórios e estava se recuperando em casa, em Manhattan, Nova York, quando faleceu, segundo informou sua família.
“Para o mundo, nosso pai era uma lenda icônica da música, cuja visão, instintos e busca incansável pela excelência moldaram a trilha sonora de inúmeras vidas”, destacou a família em comunicado. “Para a família, Clive era pai e avô, a presença constante no centro de nossas vidas, a fonte de sabedoria, força, encorajamento e amor incondicional.”
Nascido no Brooklyn, em Nova York, em 1932, Davis estudou Direito em Harvard antes de iniciar sua trajetória na indústria fonográfica. Ao começar a trabalhar na Columbia Records aos 28 anos, fez aulas noturnas para se instruir sobre direitos autorais, contratos e litígios. Após ser promovido a vice-presidente da gravadora em 1965, chegou no topo da companhia dois anos depois, trazendo novo fôlego com a contratação de Santana, Aerosmith, Pink Floyd e Springsteen.
Apesar do sucesso, a Columbia o demitiu, o acusando de usar fundos da companhia para pagar despesas pessoais. Davis também foi acusado de seis crimes de sonegação fiscal, se declarando culpado de um deles e foi inocentado dos demais.
Após a demissão, Dvis fundou sua própria gravadora, a Arista.O sucessi comercial veio imediatamente com a contratação de Barry Manilow e aclamação da crítica pelo lançamento do álbum de estreia de Patti Smith, “Horses”. Ao longo de sua carreira, trabalhou para diversas gravadoras, incluindo RCA, Sony e J Records. Recebeu cinco Grammys e foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll, como artista não-intérprete, em 2000.
