Latam Airlines registra receita de US$ 4,56 bilhões no 3º trimestre de 2026, fechando o período com alta de 16,3% no lucro líquido
A Latam Airlines divulgou no fim da tarde desta terça-feira (3), os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, reportando lucro líquido de US$ 441 milhões, alta de 16,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Entre julho e setembro, as filiais da companhia aérea tiveram receita operacional de US$ 4,57 bilhões, crescimento de 18,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar do avanço das receitas, o aumento dos preços do combustível de aviação pressionou os resultados operacionais, reduzindo a margem operacional ajustada de 18,1% para 12,5%.
Segundo a companhia, a elevação dos custos com combustível representou um impacto aproximado de US$ 520 milhões em relação ao terceiro trimestre de 2025.
Receita de passageiros
O transporte de passageiros permaneceu como principal fonte de receita do grupo, com US$ 3,998 bilhões no trimestre, aumento de 17,8% em comparação com o mesmo intervalo de 2025. O crescimento foi sustentado pela expansão de 7,7% na capacidade, medida em assentos-quilômetro oferecidos (ASK), e pela elevação de 11,7% no yield, indicador que representa a receita média por passageiro-quilômetro transportado.
A receita unitária de passageiros (Prask) avançou 9,4%, enquanto o fator de ocupação consolidado ficou em 83,7%, ante 85,4% no terceiro trimestre do ano anterior.
O segmento internacional apresentou o maior crescimento do Prask, com alta de 10,2%. No mercado doméstico brasileiro, o indicador aumentou 9,2%, enquanto os mercados domésticos dos países de língua espanhola registraram avanço de 8,7%.
A receita da cabine premium cresceu 23% na comparação anual. De acordo com a empresa, o desempenho desse segmento contribuiu para elevar as tarifas médias e compensar parte da pressão provocada pelo combustível.
Operação de cargas
A divisão de cargas registrou receita de US$ 483 milhões, crescimento de 19,5% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O resultado foi influenciado pelo aumento de 13,6% no yield de cargas e pela expansão de 5,2% no tráfego, medido em toneladas-quilômetro transportadas (RTK).
Ao longo do trimestre, o grupo transportou 256.000 toneladas, ante 246.000 toneladas no mesmo período do ano anterior.
A receita unitária por tonelada-quilômetro oferecida (RATK) aumentou 15,8%. A companhia atribuiu parte do desempenho à capacidade de repassar mais rapidamente os custos adicionais de combustível aos clientes de cargas.
O programa de fidelidade Latam Pass também ampliou sua base, alcançando 57 milhões de participantes, crescimento anual de 9%.
Alta nos combustíveis
As despesas operacionais ajustadas somaram US$ 3,99 bilhões no terceiro trimestre, alta de 26,5% em relação ao mesmo período de 2025. O principal fator foi o aumento dos preços do combustível de aviação.
Os gastos com combustível chegaram a aproximadamente US$ 1,57 bilhão, crescimento de 60,9%. O preço médio do querosene de aviação, considerando os instrumentos de proteção financeira contratados pela companhia, aumentou 52,1% por barril. O consumo total de combustível também cresceu 5,8%.
A valorização das moedas locais, especialmente do real, acrescentou pressão sobre os custos. A moeda brasileira registrou valorização aproximada de 5,7% frente ao dólar na comparação anual.
Projeções financeiras
A Latam atualizou suas projeções para o exercício de 2026, elevando a expectativa de receita anual para uma faixa entre US$ 17,6 bilhões e US$ 17,8 bilhões.
A revisão considera um cenário de custos mais elevado com combustível no quarto trimestre. A empresa passou a trabalhar com uma estimativa de preço médio de US$ 180 por barril de querosene de aviação para os últimos três meses do ano, ante US$ 130 por barril na projeção anterior.
A expectativa de crescimento da capacidade total de passageiros, medida em ASK, também foi revista. A projeção atual indica expansão entre 8,5% e 9,5% em relação a 2025, abaixo da faixa anterior de 9% a 10%.
Para o mercado doméstico brasileiro, a companhia prevê crescimento de capacidade entre 7,5% e 8,5%. Nas operações internacionais, a estimativa passou para uma faixa de 10,5% a 11,5%.
Frota
Em 30 de setembro, a frota consolidada da Latam era composta por 390 aeronaves. Desse total, 368 eram aviões de passageiros, incluindo modelos da Airbus das famílias A320ceo e neo, além dos Boeing 767 e 787. A composição também incluía dois Airbus A330-200 operados por meio de contratos ACMI e vinte Boeing 767-300 cargueiros (F).
Durante o terceiro trimestre, o grupo recebeu três Airbus A320neo, três A321neo e um Boeing 787-9.
A companhia projeta encerrar 2026 com 409 aeronaves, incluindo 390 aviões de passageiros e 19 cargueiros. Para 2027, a previsão é alcançar 426 unidades, chegando a 452 aeronaves no fim de 2028.
Embraer E195-E2
Em outubro, a Latam recebeu seus dois primeiros Embraer E195-E2, introduzindo um novo modelo à frota do grupo. As entregas fazem parte de uma primeira etapa de incorporação de quatorze aeronaves.
O início das operações comerciais estava previsto para 30 de novembro, com utilização dos jatos em 42 rotas domésticas no Brasil.
O planejamento de frota apresentado pela companhia prevê doze aeronaves da família E2 até dezembro e 24 unidades em 2027, mantendo essa quantidade em 2028.
