O custo do combustível de aviação pressionou os resultados da Delta Airlines no primeiro semestre
A Delta Air Lines divulgou nesta sexta-feira (10), os resultados financeiros do primeiro semestre de 2026, reportando lucro líquido de US$ 1,31 bilhão, queda de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As receitas totais atingiram US$ 35,6 bilhões, alta de 16% na mesma comparação. Somente no segundo trimestre, o crescimento foi de 19%.
O maior fator de pressão sobre os resultados continuou sendo o combustível de aviação. A despesa ajustada com querosene atingiu US$ 4,4 bilhões no trimestre, aumento de 77% em relação ao segundo trimestre de 2025. O preço médio ajustado pago pela companhia foi de US$ 3,93 por galão, alta anual de 75%.
Operações, frota e manutenção
Entre abril e junho, a Delta recebeu onze novas aeronaves, incluindo os Airbus A350-900, A321neo e A220-300. Também inaugurou voos diários entre Los Angeles e Hong Kong, além de Chicago, e ampliou sua malha internacional com novos serviços para Porto, Malta e Sardenha, além do aumento de frequências para Madri, Nice, Roma e Barcelona.
Na área de manutenção aeronáutica (MRO), a companhia ampliou sua atuação por meio de novos acordos com a IndiGo para motores CFM56 e com a Latam Airlines para componentes da família Airbus A320.
Para o terceiro trimestre, a Delta projeta crescimento da receita na faixa de dois dígitos médios em comparação ao mesmo período do ano anterior.
