O líder liberal Troels Lund Poulsen assumiu as negociações para formação de coalizão na Dinamarca, em um revés para a tentativa da primeira-ministra interina Mette Frederiksen de conquistar um terceiro mandato, depois que mais de seis semanas de tratativas fracassaram.
A premiê social-democrata não conseguiu apoio da maioria nas negociações com partidos de esquerda e de centro. Como resultado, o rei Frederik X da Dinamarca nomeou formalmente seu rival para liderar a próxima rodada de conversas, após consultas com todos os grupos políticos.
“As semanas de negociações sobre um novo governo foram concluídas ontem. Infelizmente”, disse Frederiksen em uma postagem no Facebook no sábado, acrescentando que “muita coisa boa estava na mesa”.
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Poulsen agora enfrenta a difícil tarefa de costurar uma maioria pelo centro político, com analistas apontando poucos caminhos viáveis diante das divisões profundas entre os partidos. Frederiksen ainda pode emergir como primeira-ministra, com a expectativa de que as conversas precisem de várias rodadas.
O impasse ocorre após uma mudança de posição de Lars Lokke Rasmussen, líder do partido centrista Moderados, que atua como fiel da balança após a votação e disse na sexta-feira que indicaria Poulsen para assumir as negociações.
“Se quisermos avançar, precisamos sacudir a árvore”, disse Rasmussen à imprensa dinamarquesa, sem descartar Frederiksen como primeira-ministra.
O episódio acontece mais de seis semanas depois de eleições acirradas, em março, terem deixado o Parlamento fragmentado, sem que nenhum líder partidário conquistasse maioria clara. As negociações já duram mais do que qualquer outra formação de gabinete na história da Dinamarca.
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