A partir desta quarta-feira (28), o Cinema São Luiz ficará tomado pela arte de clássicos e contemporâneos, entre obras nacionais e internacionais na 17ª edição do Festival Janela Internacional de Cinema do Recife.
Até o domingo, 1º de novembro, o espaço vai contar com programação que contempla com mais de 30 filmes entre longas e curtas-metragens, e uma séria, com curadoria de Kleber Mendonça Filho e do programador, crítico e pesquisador Pedro Azevedo Moreira.
Produções locais
Dentro da programação deste ano no festival, o cinema pernambucano ganha ainda mais destaque com pelo menos 15 produções do estado, em meio a curtas, longas, restaurações clássicas e títulos contemporâneos.
“À Margem do Rio”, de Matheus Farias e Enock Carvalho e “Yellow Cake”, de Tiago Melo, além de “Cão Sem Plumas”, de Camila Valença, estão na agenda de filmes locais do festival.
“Yellow Cake” integra programação do festival | Crédito: Gilvan Barreto
Celebração
O saudoso escritor e cineasta Jomard Muniz de Brito (1937-2026) será celebrado no festival com exibição de dois de seus curtas-metragens: “Amanhecendo”, em codireção com Rucker Vieira, e ‘Imitação da Vida”.
Ambos ganham exibição em cópias restauradas a partir dos originais em Super-8, em parceria com Rucker Vieira.
Os Longas
Já a seleção dos longas-metragens internacionais e inéditos, chega ao festival com a segunda exibição na América Latina de “Tudo Pode Ser Visto”, de Nathan Fielder e Lance Oppenheim.
“Once Upon a Time in Harlem”, de William Greaves e David Greaves, “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul”, de Bruno Santamaria Razo e “Club Kid”, de Jordan Firstman são outras das producções que estarão na edição.
E em colaboração inédita com o New York Film Festival, o Janela apresenta uma sessão especial da mostra “Spotlight Shorts”, reunindo trabalhos de cineastas do Brasil, Colômbia, Palestina, China e França.
A seleção inclui os curtas “Masao Adachi Takes a Passport Photo” (Kamal Aljafari), “Una Película Robada”(Camilo Restrepo), “Torino Shadow” (Jia Zhangke), “South of Tehran” (Kleber Mendonça Filho) e “Pier Paolo Pasolini – Agnès Varda – New York – 1967” (Agnès Varda).
Clássicos
Com “Maracatu, Maracatus”, de Marcelo Gomes, em nova restauração 4K, e “Luciana, a Comerciária”, de Mozart Cintra, em cópia restaurada pela Cinemateca Brasileira, figuram entre os destaques de clássicos nacionais.
Entre os internacionais, destaque para “Os Demônios (The Devils)”, clássico de horror dos anos 1970 dirigido por Ken Russell, antecedido pelo curta-metragem belga inédito “Melk”, de Filip Anthonissen.
“Essa talvez seja a programação mais compacta do Janela, e até por isso está muito concentrada. Todos os dias são sessões muito fortes”, comenta Kleber Mendonça.
Já Pedro Azevedo ressaltar sobre a presença dos curtas e a forma como estão programados, em meio a nacionais, estrangeiros, clássicos e contemporâneos.
“Arriscamos criar relações intuittivas entre os filmes. A inclusão dos curtas foi bastante processual nesse sentido, íamos entendendo o que fazia sentido com o quê, na medida em que a grade ia sendo construída”, destaca Pedro.
A 17ª edição do Janela Internacional de Cinema do Recife, realizada pela Cinemascópio e, este ano, tem apoio da Fundação Itaú e Cinemateca Brasileira.
A direção artística terá Kleber Mendonça e Emilie Lesclaux à frente, já a produção é de Dora Amorim e Juliana Soares.
Janela Crítica e Sala Imersiva
Na programação do festival desde a primeira edição, em 2008, a Janela Crítica promove este ano as oficinas “O Corpo Negro no Cinema” e “O Cinema com Raiva”, sob coordenação do cineasta, escritor e roteirista Dodô Azevedo.
Vale destacar que as oficinas têm como público alvo pessoas interessadas na prática da crítica cinematográfica.
O Centro de Referência do Audiovisual Pernambucano (Cena) e a Sala Imersiva Geraldo Pinho, respectivamente localizadas no 1º e 2º andar do São Luiz, estarão abertas ao público durante o Janela.
O Cena leva o visitante a uma viagem pela história do cinema pernambucano a partir de objetos de época, videoinstalações, arquivos de filmes, entrevistas de personalidades da arte e da cultura pernambucana, acervo de cordéis, partituras e fotografias.
Já a sala Geraldo Pinho celebra o programador que lhe dá o nome, pessoa fundamental do cinema brasileiro, especialmente sobre a pauta dos cinemas de rua.
A programação completa da edição do Janela pode ser consultada no Instagram do festival.
SERVIÇO
17ª Janela Internacional de Cinema do Recife
Quando: de 28 de outubro a 1º de novembro
Onde: Cinema São Luiz – Rua da Aurora, 175, Boa Vista
A partir de R$ 5 disponíveis no link do Instagram do Cinema São Luiz, no site Ingressos Fundarpe e na bilheteria física, uma hora antes do início das sessões
Informações: @janeladecinema
