Foi no Recife, precisamente no Paço do Frevo, Bairro do Recife, que o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) deu início às celebrações dos seus 25 anos.
O evento reuniu Lenine, o diretor-geral do IDG, Ricardo Piquet, a diretora-executiva do Porto Digital, Mariana Pincovsky e Fabiana Moraes nesta segunda-feira (17), em uma primeira edição da série de encontros “Diálogos IDG”.
Da capital pernambucana, as temáticas contemporâneas, tendo como ponto de partida a Cultura, seguem para debates no Rio de Janeiro e em São Paulo – cidades em que o Instiuto tem a gestão, respectivamente, do Museu do Amanhã e do Museu das Favelas.
Por aqui, o evento aconteceu no Dia Nacional do Patrimônio Histórico. Não por acaso, na roda de conversa “Driblando a Mediação Algorítmica: Como preservar Patrimônios Culturais na Era da Inteligência Artificial” foi o tema da conversa junto aos convidados.
Nomes dos setores artístico, político e empresarial também marcaram presença no encontro que, para Ricardo Piquet, reforçou a importância de colocar a cultura no centro das discussões sobre as transformações provocadas pela tecnologia.
Na ocasião, os acordes do Maestro Spok também foram ouvidos na programação.
“Foi uma experiência enriquecedora, de aprendizado e escuta, com tantas cabeças boas no palco e na plateia. Buscamos possíveis caminhos, com a certeza de que seguimos utilizando as ferramentas tecnológicas disponíveis, sem perder a perspectiva de que virá da cultura a capacidade de trazer momentos de criatividade, de disrupturas, norteadores para o futuro onde queremos chegar”, destacou o diretor.
Já o cantor e compositor pernambucano Lenine, ressaltou que o encontro trouxe “um esperançar maravilhoso”.
“Pensar e agir com a cultura como se fosse uma questão da inteligência da nação é o que nos faz o que somos. É a nossa identidade maior”, afirmou.
Sentimento Crítico
Em se tratando do impacto dos algoritmos sobre a formação das novas gerações, Mariana Pincovsky enalteceu que “Um ponto essencial no debate é como vamos lidar com a formalização da educação dos jovens”.
A diretora-executiva do Porto Digital complementou afirmando que é necessários “criar um sentimento crítico para que possam indagar se os algoritmos estão os levando ao caminho certo”.
Sobre o IDG
O Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) atua há 25 anos à frente de projetos culturais, ambientais e educacionais no que diz respeito à gestão e ao desenvolvimento de ideias que culminem em conhecimento, inovação e criatividade para provocar reflexões e vivências a partir de histórias diversas.
Além do Paço do Frevo, no Recife, o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico no Rio, e o Museu das Favelas em São Paulo – que conta também com o CultSP PRO, programa gerido pelo IDG, em Belém há o Museu das Amazônias e ainda no Rio, integra o rol de operacionalidade do Instituto o Fundo da Mata Atlântica.
