Pacer e Positivo apresentam biometria palmar para identificação de passageiros e preveem teste da tecnologia no aeroporto Afonso Pena
A Pacer Tecnologia e a Positivo Tecnologia apresentam no Aviation Infra Summit (AIS 2026), que acontece até sexta-feira (25), em São Paulo, uma solução de biometria palmar destinada à identificação de passageiros durante diferentes etapas da jornada aeroportuária.
Durante o evento, os participantes podem realizar o cadastro biométrico e testar o sistema no estande das duas empresas. Uma prova de conceito (POC) está prevista para ocorrer até dezembro no aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba.
A tecnologia utiliza a palma da mão como credencial e permite o reconhecimento sem contato físico com o equipamento.
Identificação pela palma da mão
O funcionamento começa com um cadastro inicial, no qual a identidade e os dados necessários para a viagem são associados à biometria do passageiro. Depois dessa etapa, a identificação pode ser realizada pela aproximação da palma da mão diante de um leitor.
A proposta prevê a utilização da tecnologia em diferentes pontos do aeroporto, incluindo o acesso aos canais de inspeção e o embarque na aeronave. Dessa forma, a mesma credencial biométrica pode ser empregada ao longo de etapas distintas do processamento do passageiro.
Para aeroportos e companhias aéreas, a solução é apresentada como uma alternativa para reduzir o tempo empregado na identificação, facilitar o fluxo de passageiros e ampliar a capacidade de processamento em pontos de controle.
Segurança aeroportuária
A biometria palmar também está relacionada a processos de segurança da aviação civil, incluindo os procedimentos de Avsec — Segurança da Aviação Civil Contra Atos de Interferência Ilícita — e de facilitação do transporte aéreo.
Em comparação com sistemas de reconhecimento facial, a tecnologia não depende da captura do rosto do passageiro. Essa característica permite sua utilização em situações nas quais o rosto esteja parcialmente coberto, como durante o uso de máscaras.
Outro aspecto a ser avaliado é a influência das condições de iluminação sobre o reconhecimento. Os testes também deverão analisar indicadores como taxas de falsos positivos e falsos negativos, necessários para determinar o desempenho do sistema em operações aeroportuárias.
A POC no aeroporto Afonso Pena deverá fornecer dados para a avaliação do funcionamento da tecnologia em ambiente aeroportuário, incluindo aspectos relacionados ao reconhecimento biométrico e à integração com os processos de atendimento e controle.
