O Ibovespa renovou recordes nesta terça-feira, ultrapassando os 199 mil pontos pela primeira vez na máxima do dia, em meio a um cenário externo favorável a ativos de risco, após sinais dos Estados Unidos e do Irã indicando espaço para a continuidade das negociações.
A queda do petróleo com as perspectivas de alívio no conflito, porém, reverberou nos papéis da Petrobras (PETR4), adiando o rompimento da marca inédita dos 200 mil pontos – embora o patamar de 199 mil pontos tenha sido superado pela primeira vez na máxima do pregão.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,33%, a 198.657 pontos, nova máxima de fechamento. No melhor momento, chegou a 199.354,81 pontos. Na mínima do dia, marcou 198.001,48 pontos.
Equipes de negociação de EUA e Irã podem retornar a Islamabad no final desta semana, disseram cinco fontes nesta terça-feira, após um impasse no último fim de semana nas conversas também na capital do Paquistão. Uma data, porém, ainda não foi decidida. ‘Entramos em contato com o Irã e recebemos uma resposta positiva de que eles estarão abertos a uma segunda rodada de negociações’, disse uma autoridade de alto escalão do governo paquistanês.
Em meio a apostas de alívio na tensão no Oriente Médio, o petróleo WTI para maio negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 7,87% (US$ 7,8), a US$ 91,28 o barril.
Já o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 4,6% (US$ 4,57), a US$ 94,79 o barril.
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‘A geopolítica continua mandando no mercado, mas a leitura mudou rápido de novo’, afirmou o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso. ‘O bloqueio naval americano ainda está em vigor, só que o mercado preferiu olhar para a possibilidade de uma segunda rodada de negociações entre Washington e Teerã’, acrescentou.
‘A leitura dominante parece ser a seguinte: o conflito continua perigoso, mas ainda há espaço para acomodação se a diplomacia sobreviver mais alguns dias.’
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