O Ibovespa entrou em movimento corretivo após renovar máxima histórica em 199.354 pontos, enquanto o dólar futuro mantém tendência de baixa e completa sequência negativa relevante. Já nos Estados Unidos, Nasdaq Composite e S&P 500 seguem sustentados por forte fluxo comprador, renovando ou se aproximando de máximas históricas.
No mercado doméstico, o principal ponto de atenção está no esticamento prévio do Ibovespa e em possíveis sinais gráficos de correção no semanal, enquanto o câmbio opera em sobrevenda e pode ensaiar repiques técnicos. No exterior, a força compradora ainda prevalece, com índices acima das médias móveis e estrutura positiva. Já o Bitcoin tenta ampliar a recuperação iniciada após testar a região de US$ 60 mil.
Em resumo, o mercado brasileiro encontra-se em fase de ajuste após forte alta recente, enquanto ativos internacionais mantêm viés construtivo. O foco agora recai sobre suportes importantes no Ibovespa, possível reação do dólar e continuidade do movimento positivo nas bolsas americanas e no Bitcoin.
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Análise técnica do Ibovespa
Pelo gráfico diário, observo que o Ibovespa iniciou movimento corretivo após renovar máxima histórica em 199.354 pontos na última semana. O índice encerrou a última sessão com baixa de 0,55%, aos 195.733 pontos, e fechou a semana em queda de 0,81%, interrompendo uma sequência de três semanas positivas. Em 2026, ainda acumula valorização de 21,48%.
No gráfico semanal, destaco a formação de uma possível estrela cadente, padrão que pode reforçar correção caso haja perda da mínima da última semana em 195.367 pontos. O IFR semanal em 73,29 também sugere mercado ainda sobrecomprado. No diário, o IFR (14) marca 64,52, ainda em zona neutra.
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Para retomar a alta, o índice precisa superar novamente os 199.354 pontos, abrindo espaço para 200.000/203.900 pontos, com alvos mais longos em 205.430/207.000 pontos.
Já para intensificar a correção, precisará perder 194.945/192.206 pontos, mirando 189.250/185.210 pontos e, em cenário mais amplo, 180.975/175.050 pontos.
Análise técnica do Dólar
No dólar futuro, sigo vendo uma estrutura técnica de baixa bem definida. O ativo completou cinco semanas consecutivas de queda e fechou a última sessão em baixa de 0,32%, aos 4.990 pontos, mantendo negociação abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.
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O IFR (14) em 27,34 indica sobrevenda, o que aumenta a chance de repiques técnicos. Além disso, observo formação de martelo no fundo, acompanhada de volume, sinal que pode favorecer recuperação pontual no curto prazo.
Para continuidade da queda, o mercado precisa romper 4.955/4.905 pontos, com alvos em 4.850/4.798,5 pontos e extensão até 4.752 pontos.
Para reação altista, será necessário superar 5.017/5.124 pontos, mirando 5.158,5/5.215,5 pontos e depois 5.286/5.383,5 pontos.
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Análise técnica da Nasdaq
A Nasdaq segue como um dos destaques positivos. O índice avançou pela terceira semana consecutiva, renovou máxima histórica e fechou todas as sessões da última semana no positivo, sustentado por forte volume comprador.
Atualmente, negocia aos 26.672 pontos, acumulando alta de 12,35% em abril. A estrutura permanece positiva, com preços acima das médias móveis e sem sinais claros de enfraquecimento.
Para continuidade da alta, precisa romper 26.719 pontos, com projeções em 26.875/27.385 pontos e depois 27.665/28.300 pontos.
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Em eventual correção, a perda de 26.481/26.200 pontos pode abrir espaço para 25.840/25.380 pontos, com extensão até 25.069/24.755 pontos.

Confira nossas análises:
Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 também mantém viés construtivo, registrando a terceira semana consecutiva de ganhos e encerrando todas as sessões recentes em alta. O índice opera aos 7.126 pontos, com valorização de 9,15% em abril.
A estrutura técnica segue positiva, acima das médias móveis e próxima da máxima histórica em 7.147 pontos.
Se romper essa faixa, pode buscar 7.200/7.320 pontos, com alvos posteriores em 7.385/7.500 pontos.
Já uma correção exigiria perda de 7.074/7.022 pontos, abrindo espaço para 6.967/6.886 pontos e, depois, 6.806/6.740 pontos.

Análise do Bitcoin
O Bitcoin segue em movimento de recuperação no curto prazo, após testar recentemente a região de US$ 60.000. O ativo permanece abaixo de US$ 80.000, mas mostra melhora técnica ao negociar acima das médias móveis.
Em abril, a criptomoeda acumula alta superior a 10%, reforçando a retomada compradora. O ponto-chave agora está no rompimento da lateralização recente.
Para ganhar força, precisa superar US$ 77.075/US$ 79.360, o que pode levar aos alvos de US$ 84.650/US$ 91.224, com extensões em US$ 97.624 e US$ 100.000.
Na ponta negativa, a perda de US$ 74.800/US$ 70.466 e depois US$ 65.821/US$ 62.510 recoloca pressão vendedora, com suportes em US$ 58.946/US$ 52.550.

IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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