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Gol avalia dobrar a frota de Airbus A330neo

Gol avalia dobrar a frota de Airbus A330neo

A Gol Linhas Aéreas estuda ampliar sua futura frota de widebodies para pelo menos uma dezena de aviões para atender voos de longo curso

A Gol Linhas Aéreas estuda ampliar para pelo menos uma dezena de aeronaves sua futura frota de aviões de fuselagem larga (widebody), expandindo o plano inicial de cinco Airbus A330-900 arrendados junto à Avolon.

A medida faz parte da estratégia da companhia para ampliar sua presença em voos internacionais de longo curso, após o lançamento da rota sem escalas entre o Rio de Janeiro (GIG) e Nova York (JFK), no último dia 8 de julho.

Durante um evento realizado em Nova York após a inauguração da nova operação, Celso Ferrer, CEO da Gol, disse que a companhia busca ampliar sua frota de widebodies para sustentar a expansão da malha internacional.

Estamos procurando mais aviões para operar em breve“, disse Ferrer. Segundo o executivo, os planos para operações de longo curso representam apenas “o começo” da estratégia da companhia e do Grupo Abra e o objetivo é elevar a frota para “pelo menos um número baixo de dois dígitos”, indicando que a empresa poderá mais que dobrar o plano atualmente anunciado de cinco aeronaves.

De acordo com a plataforma rzjets, há sete aeronaves reservadas para a companhia aérea, todas intermediadas pela Avolon e com passagem anterior pela Azul Linhas Aéreas. Elas foram fabricadas entre 2018 e 2020.

A330-200 da Wamos Air

Enquanto aguarda a chegada dos novos Airbus A330-900neo, a companhia utiliza um Airbus A330-200 operado em regime de wet lease pela Wamos Air, empresa integrante do Grupo Abra. A aeronave (EC-NBN) recebeu pintura da Gol antes do início da operação e possui configuração para 280 passageiros.

O contrato de wet lease permitirá manter a operação até a entrega do primeiro A330-900, prevista para o final de 2026.

Cinco A330neo para quatro destinos

A Gol havia confirmado anteriormente o arrendamento de cinco Airbus A330-900 junto à Avolon. De acordo com a empresa, toda essa frota será destinada à operação de quatro mercados internacionais: Nova York (JFK), Lisboa, Orlando e Paris (CDG).

Segundo Celso Ferrer, as cinco aeronaves serão integralmente utilizadas nessas operações, tornando necessária a incorporação de novos aviões para qualquer expansão adicional da malha internacional.

Futuras aeronaves

A companhia ainda não disse qual será o modelo escolhido para a ampliação da frota de aeronaves de fuselagem larga.

Embora novos Airbus A330neo sejam uma possibilidade, a empresa também poderá avaliar outros modelos. Dentro do Grupo Abra, a Avianca opera o Airbus A330 e o Boeing 787, enquanto a Wamos Air também mantém uma frota baseada em Airbus A330.

Até o momento, não foram divulgados cronograma, quantidade definitiva ou fabricante das futuras aeronaves.





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