O ator canadense Finn Wolfhard cresceu sob os holofotes da mídia. Aos 13 anos, frequentar a escola tornou-se uma experiência diferente da vivida por outros alunos: os colegas pediam fotos, dirigiam olhares e o abraçavam repentinamente. Após a estreia da série “Stranger Things”, ele se tornou uma celebridade. Aos 23 anos, o artista revisitou, em entrevista recente, a adolescência transformada pela fama e refletiu sobre o futuro, que deve ter mais presença de música do que da sétima arte.
“Stranger Things” chegou ao fim no final do ano passado. Ao jornal The Guardian, Wolfhard contou que a despedida deste trabalho parecia haver uma certa “negação”.
“A vibe era quase como, ‘Ah, voltaremos no ano que vem'”, diz ele, “mas quando chegamos à metade, todos começaram a perceber, tipo, ‘Ah. É isso aí’. E aí todos realmente valorizaram o tempo que passamos juntos naquela última metade. Foi bem deprimente para todos quando acabou… mas parece absolutamente certo que tenhamos terminado no momento em que terminamos”, disse em entrevista.
Ao dizer adeus à série que o projetou, ele se sentiu “perdido” e em “abstinência”. Encontrou-se em uma paixão antiga e uma virada na carreira. O primeiro violão veio aos quatro anos. O primeiro álbum musical virá neste ano, aos 23: “Fire From the Hip” será lançado nesta sexta-feira, 10 de julho.
Wolfhard já foi guitarrista e vocalista de duas bandas canadenses, Calpurnia e The Aubreys. Segundo o The Guardian, o primeiro trabalho solo terá uma sonoridade de rock melódico “com uma pegada Beatles e indie dos anos 90, com letras ludicamente surreais e produção lo-fi proposital”.
O jornal descreve o trabalho como uma vibe retrô analógica que inclui violões dedilhados, capas de álbuns feitas à mão, gravações em fita magnética em vez de digital. Wolfhard comenta que pode ter gostado um pouco demais da nostalgia trazida pela série em que atuou, cuja história se passa nos anos 80:
“Talvez seja por isso que me sinto atraído por isso, porque ainda anseio por aquela época”, afirmou.
A escolha por trabalhar na música, no entanto, não exclui a atuação nos caminhos do canadense, que continua aberto a novos papeis no cinema.
“O objetivo da minha carreira musical é que as pessoas descubram minha música simplesmente ouvindo as canções em uma playlist, ou assistindo a um show ou em um festival e pensando: ‘Nossa, quem é esse?”, revelou.
