Marco Nanini e Guilherme Weber voltam a dividir o palco em uma nova montagem de um clássico do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989). “Fim de Partida” chega ao Recife para quatro apresentações no Teatro Luiz Mendonça, de 23 a 26 de julho.
Escrita nos anos 1950, a peça apresenta os personagens Hamm (Nanini) e Clov (Weber), que possuem uma trágica dependência física e emocional. Em um cenário pós-apocalíptico espaço claustrofóbico, eles vivem presos a uma realidade de repetições, esperando por um fim que nunca chega.
A direção do espetáculo está nas mãos de Rodrigo Portella, responsável por sucessos recentes do teatro brasileiro, como “Tom na Fazenda” e “Ficções”. O elenco conta ainda com as participações de Helena Ignez e Ary França.
Daniela Thomas, que assina a cenografia, coloca uma espécie de palco dentro do palco. A pequena caixa cênica retangular evidencia ainda mais característica de metalinguagem proposta pelo texto de Beckett.
“Clov é o clown, o operador da cena, o ridículo, enquanto Hamm assume a figura do ator principal, o narrador canastrão que se sustenta na fabulação de si mesmo. O teatro se dobra sobre ele próprio: há um teatro dentro do teatro, um palco dentro do palco”, aponta o diretor, no texto divulgado pela assessoria de imprensa da produção.
Serviço:
Espetáculo “Fim de Partida”
Quando: de 23 a 25 de julho, às 20h, e no dia 26 de julho, às 19h
Onde: Teatro Luiz Mendonça – Parque Dona Lindu, Av. Boa Viagem, s/n, Boa Viagem, Recife
Ingressos a partir de R$ 75, pelo site do teatro
Informações: @pequenacentral_
