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Cultura

Festival Chama Violeta: shows, oficinas e intervenções ocupam comunidades rurais do Sertão do Pajeú

Festival Chama Violeta: shows, oficinas e intervenções ocupam comunidades rurais do Sertão do Pajeú


A produção artística de diferentes regiões do Brasil chega a comunidades rurais do Sertão pernambucano com a oitava edição do Festival Chama Violeta.

Realizado por Odília Nunes, à frente do projeto “No Meu Terreiro Tem Arte”, o evento reúne mais de vinte atrações entre espetáculos, shows, intervenções e oficinas, com atividades gratuitas até domingo, 1º de novembro.


A programação, que teve início na última quinta-feira (29), contempla linguagens como teatro, circo, dança, música, poesia, cinema, literatura e contação de histórias, envolvendo 87 artistas e profissionais técnicos.


SEMENTE

Criado no Sítio Minadouro, Zona Rural de Ingazeira, o festival amplia sua atuação em 2026 e chega também às comunidades de Bonsucesso, em Tuparetama, e Jurema, em Tabira.

As atividades incluem também apresentações em escolas, creches, associações de agricultores, praças e feiras públicas. A atriz recifense Fabiana Pirro será responsável pela apresentação do evento.


Entre as novidades da edição está a ação “Semente”, iniciativa voltada à formação de professores das redes de ensino infantil e fundamental dos municípios envolvidos.

A proposta oferece três oficinas: mediação de leitura e contação de histórias, com Kika Farias, e confecção de pandeiros de papelão, com Karol Schitini. A iniciativa busca ampliar o contato das crianças com as artes por meio de atividades desenvolvidas também no ambiente escolar.


“Teremos oficinas para as crianças também, mas vimos que é importante ampliar as atividades educativas com os professores, para que eles possam atuar como multiplicadores. E assim conseguiremos chegar a mais crianças”, afirma Odília Nunes.


Outro destaque é a intervenção “Palhaçada de Porta em Porta”, com a Palhaça Gardênia, interpretada por Luiza Fontes.

A ação será realizada no domingo (1º), em visitas às casas de Dona Mariquinha e Dona Edileuza, moradoras do Minadouro que apoiam o festival desde as primeiras edições e cedem seus espaços para as apresentações.


A expansão territorial também busca alcançar novos públicos, incluindo estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e grupos organizados de mulheres das comunidades contempladas.

A proposta mantém a característica do Chama Violeta de levar apresentações e atividades formativas a espaços que nem sempre integram os circuitos tradicionais de programação cultural.


REALIZAÇÀO INDEPENDENTE

O Festival Chama Violeta é uma iniciativa independente de Odília Nunes. Diante das dificuldades para obter recursos por meio de editais públicos, a organização recorreu a uma campanha de financiamento coletivo para custear despesas com transporte, alimentação e hospedagem dos participantes.


A realização conta ainda com a colaboração de artistas, coletivos, técnicos, produtores culturais e do Sesc Pernambuco.


Gestora cultural, palhaça, atriz, bonequeira, diretora teatral, dramaturga e cordelista, Odília Nunes é natural do Sertão do Pajeú. Desde 2015, desenvolve o projeto “No Meu Terreiro Tem Arte”, com espetáculos e oficinas em comunidades rurais e periféricas. Atualmente também integra a Cia. do Tijolo, de São Paulo.




Às 15h, a visita à casa de Dona Mariquinha e Dona Edileuza terá a intervenção “Kukas na Praça do Meio do Mundo”, com João Guisande. Às 17h, o Terreiro de Sônia recebe o espetáculo circense “A Boba: Uma Jornada”, com a Palhaça Gardênia.


A partir das 18h, o Terreiro da Escola Rural do Minadouro concentra apresentações de diferentes linguagens: “Estudo para Epifania”, de Kleber Cândido; a performance “Flamas”, com Natália Lua; “Canções para o Minadouro”, da Cia. do Tijolo; “Circo Godot”, da Cia. Circo Godot de Teatro; e “Sons de Resistência”, com o Coco Trupé, de Arcoverde.


Domingo (1º)

Às 9h, a Associação de Agricultores do Minadouro recebe uma oficina de xilogravura com Uilo. Às 14h, a programação inclui uma visita à casa de Dona Edileuza e Dona Mariquinha, com a intervenção “Palhaçada de porta em porta”, da Palhaça Gardênia.


A partir das 17h, o Terreiro de Tamires recebe o espetáculo de teatro de bonecos “Circo Secreto”, do grupo Mevitevendo. Às 18h, o Terreiro da Escola Rural do Minadouro encerra o festival com “Taumatrópio”, do Teatro de Retalhos; o espetáculo musical “Toró”, com Colibri da Mata; “Cola Shows”, das Inigualáveis Irmãs Cola; e a apresentação do Coco Negras e Negros do Leitão.


SERVIÇO

8º Festival Chama Violeta


Quando: até domingo, 1º de novembro

Onde: Comunidades rurais de Ingazeira, Tuparetama e Tabira, no Sertão do Pajeú

Acesso gratuito

Informações: @nomeuterreirotemarteoficial

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