Portugal poderá precisar ampliar a captação de trabalhadores para viabilizar o novo aeroporto internacional de Lisboa, previsto para ser entregue em 2037
A falta de mão de obra qualificada e de trabalhadores especializados poderá comprometer o cronograma das principais obras de infraestrutura previstas em Portugal, incluindo o novo aeroporto internacional Luís de Camões, que atenderá Lisboa e com voos para o Brasil.
O alerta foi feito na última sexta-feira (24), por Fernando de Almeida Santos, bastonário da Ordem dos Engenheiros, em entrevista à agência Lusa, que defendeu a adoção de políticas públicas para ampliar a captação de profissionais, especialmente do exterior, diante da demanda prevista para os próximos anos.
O dirigente disse que o país dispõe de empresas com capacidade para executar o projeto, mas enfrenta limitações na disponibilidade de engenheiros e, sobretudo, de trabalhadores intermédios e especializados da construção civil.
Captação internacional
Segundo o bastonário, a execução simultânea das grandes infraestruturas exigirá uma atuação coordenada do Estado para ampliar a oferta de mão de obra no setor da construção. Na avaliação do dirigente, essa estratégia será necessária para permitir que as obras sejam concluídas dentro dos prazos atualmente previstos.
Cronograma
O relatório técnico da concessionária ANA – Aeroportos de Portugal estabelece que as obras do aeroporto Luís de Camões, previsto para o Campo de Tiro de Alcochete, deverão começar em meados de 2030, com a entrega prevista para meados de 2037.
O governo português e a ANA haviam dito anteriormente que trabalham para antecipar essas datas.
Infraestrutura de acesso
Ainda segundo o dirigente, as conexões rodoviárias e ferroviárias devem ser concluídas quando o novo aeroporto iniciar suas operações. O relatório da ANA estima que o investimento direto no aeroporto varie entre 7,9 bilhões e 8,9 bilhões de euros.
