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F-16G surge como opção para renovar frota dos EUA

F-16G surge como opção para renovar frota dos EUA

Projeto F-16G surge como alternativa para compensar a redução da frota de caças da força aérea dos EUA

Uma nova versão do F-16 está sendo proposta à Força Aérea dos Estados Unidos (USAF, na sigla em inglês) como alternativa para recompor a frota de caças prevista ser aposentada nos próximos anos. Denominado F-16G, o modelo é derivado do atual Block 70 e incorpora equipamentos adicionais para ampliar alcance, sensores e capacidade operacional.

A configuração oferecida pela Lockheed Martin inclui tanques conformais de combustível, tanques subalares de 600 galões, sensor infravermelho de busca e rastreamento, pod designador de alvos Sniper e paraquedas de frenagem.

Ainda que a Lockheed Martin não tenha oficialmente publicado a configuração do eventual F-16G, informações da revista Aviation Week apontam que a proposta está em andamento, segundo fontes familiarizadas com o projeto.

A Lockheed Martin também não apresentou publicamente a configuração nem confirmou detalhes sobre eventuais negociações. Em comunicado, limitou-se a afirmar que está preparada para atender às necessidades da USAF e destacou a disponibilidade de seus produtos para futuras demandas operacionais.

Da mesma forma, a USAF também evitou comentar especificamente o F-16G, pois, o programa ainda está em fase inicial, assim como as análises destinadas ao próximo programa plurianual de defesa. Os requisitos de missão e as alternativas que poderão atendê-los ainda não foram definidos.

A discussão ocorre em meio à redução gradual da frota de caças dos Estados Unidos. Dados reunidos pela Air & Space Forces Magazine indicam que a USAF possui 826 F-16, dos quais 484 pertencem às unidades da ativa. A idade média da frota é de aproximadamente 34 anos, os exemplares mais novos foram entregues em 2005.

A compra representaria a primeira encomenda norte-americana de F-16 novos em mais de duas décadas. A produção atual está concentrada em Greenville, na Carolina do Sul, onde a Lockheed Martin monta as versões Block 70 e 72 destinadas a clientes internacionais.

A proposta para um F-16G surge diante da necessidade de ampliar rapidamente o número de caças disponíveis no arsenal norte-americano. Um estudo do Pentágono, realizado em 2025, apontou dificuldades em manter a modernização e mesmo o número de caças necessário diante do ritmo de produção do F-35.

Ainda não há definição sobre quantidade, cronograma ou orçamento. A designação F-16G também permanece associada à proposta em avaliação e não representa, até o momento, um programa de aquisição formalmente anunciado pela USAF. Caso seja oficializado, os Estados Unidos vão manter, ao menos em teoria, a família F-16 em serviço por mais de 70 anos. O programa surgiu no final da década de 1960, com a primeira entrega ocorrendo em janeiro de 1979. Eventualmente o F-16G poderá permanecer em atividade até meados dos anos 2050.





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