Richard Gere já foi o “homem mais sexy do mundo”. Décadas depois, aos 77 anos, completados nesta segunda-feira (31), o astro de Uma Linda Mulher vive uma fase em que o glamour de Hollywood parece ter ficado em segundo plano. Entre a família, o cinema e o ativismo, ele atribui à meditação parte do equilíbrio que encontrou ao longo dos anos.
Da fama ao ativismo
Gere é casado desde 2018 com a publicitária espanhola Alejandra Silva, de 43 anos, com quem tem dois filhos, Alexander e James. O ator também é pai de Homer, de seu casamento com Carey Lowell, enquanto Alejandra tem Albert, de um relacionamento anterior. A família costuma buscar destinos mais isolados para preservar a privacidade.
Apesar de continuar trabalhando, ele está no elenco de Asymmetry, dirigido por Edward Zwick, o ator afirma ter mudado suas prioridades. Desde 1991, mantém uma fundação voltada à causa tibetana e à ajuda humanitária. Também apoia projetos para crianças com câncer e já leiloou sua coleção de 110 guitarras, avaliada em US$ 2 milhões, para financiar ações beneficentes.
— Ser rico antes não é o mesmo que ser rico hoje. Agora é prejudicial. Com o que recebi pelas minhas guitarras, consegui construir um hospital. Perdemos a cabeça — afirmou Gere ao The Guardian.
Meditação como rotina
Ligado ao budismo desde os 20 e poucos anos e devoto do Dalai Lama, o ator atribui parte de seu equilíbrio à meditação, prática que mantém diariamente há décadas. Segundo ele, são pelo menos 45 minutos dedicados à observação da própria mente.
— A consistência da minha prática diária é algo que eu tanto quero quanto preciso. É um exercício de paciência e um compromisso com a observação da própria mente — disse ao The Guardian.
A trajetória de Gere começou antes da fama. Nascido na Filadélfia, ele estudou filosofia na Universidade de Massachusetts, mas abandonou o curso para tentar a carreira artística. Depois de sucessos como American Gigolo, Um Oficial e um Cavalheiro, Chicago e Noiva em Fuga, consolidou-se como um dos atores mais conhecidos de sua geração.
Para Gere, porém, o sucesso deixou de ser o principal objetivo.
— Se todos nós pudéssemos parar, respirar, contemplar o que nos rodeia, talvez parássemos de nos irritar com coisas estúpidas. Choraríamos menos, poderíamos nos apaixonar, cuidar uns dos outros, parar de nos atropelar — refletiu.
