O governo dos EUA ainda não definiu quais aeroportos serão afetados (Banco de imagens/Freepik)

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) afirmou que estuda restringir operações da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) em aeroportos localizados em cidades-santuário que não cooperam integralmente com as autoridades federais de imigração. A declaração foi feita na última terça-feira (26) pelo secretário da pasta, Markwayne Mullin.

Segundo Mullin, a proposta prevê reduzir ou até suspender o processamento de voos internacionais nesses aeroportos como forma de pressão sobre governos locais. Ele disse que a medida está em fase de elaboração e ainda não foi colocada em prática.

As chamadas cidades-santuário são localidades que limitam a colaboração de autoridades locais com a imigração federal. Na prática, isso pode significar, por exemplo, que a polícia ou prisões municipais não mantêm pessoas detidas apenas com base em solicitações do governo federal relacionadas ao status migratório.

O tema foi abordado por Mullin no contexto de protestos em frente a um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) em Newark, episódio que ele usou para defender maior alinhamento entre autoridades locais e o governo federal na aplicação das leis de imigração.

Aeroportos no EUA ainda não foram definidos

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A medida está em fase de elaboração pelo governo dos EUA (Banco de imagens/Freepik)

Mullin não citou aeroportos específicos durante a entrevista, mas o governo dos EUA já classificou, anteriormente, como cidades com esse tipo de política grandes centros com aeroportos internacionais importantes, como Chicago, Boston, Los Angeles, Nova York, Newark, Filadélfia, Seattle e San Francisco.

A proposta gerou reação imediata de entidades do setor aéreo e de turismo. A Airlines for America e a U.S. Travel Association afirmaram que qualquer redução na capacidade de entrada internacional nesses aeroportos teria impacto amplo, afetando não apenas passageiros locais, mas também conexões aéreas em todo o país.

A U.S. Travel Association declarou que uma medida desse tipo poderia ter “consequências devastadoras” para o turismo e para comunidades que dependem da chegada de visitantes estrangeiros.

*Com informações da Fox News.