Projeto “Straight to Gate” começa em 1º de junho em Boston, nos Estados Unidos (Freepik/Wavebreakmedia)

A Administração de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (TSA) iniciará em 1º de junho o projeto piloto “Straight to Gate”, que permitirá que passageiros realizem a inspeção de segurança fora do aeroporto antes do embarque.

O teste ocorrerá no Logan International Airport, em Boston, e, inicialmente, atenderá clientes das companhias Delta Air Lines e JetBlue em voos programados entre 5h30 e 16h. A proposta faz parte do programa “Straight to Gate”, criado para reduzir filas, aliviar congestionamentos nos terminais e acelerar o fluxo de passageiros em aeroportos americanos.

O novo modelo prevê que os viajantes façam check-in, despacho de bagagem e inspeção de segurança da TSA em um centro remoto localizado em Framingham, cidade de Massachusetts situada a cerca de 40 quilômetros do aeroporto de Boston. Após a checagem, os passageiros embarcam em ônibus autorizados e seguem diretamente para a área restrita do terminal, sem necessidade de repetir os procedimentos de segurança no aeroporto.

O transporte até o Logan Airport custará US$ 9 por trecho, enquanto o estacionamento no centro remoto terá tarifa diária de US$ 7. O trajeto de ônibus leva aproximadamente 45 minutos, embora o tempo possa aumentar em períodos de trânsito intenso.

Pressão sobre aeroportos nos Estados Unidos

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Passageiros da Delta e JetBlue poderão participar da fase de testes para a checagem da TSA a 40 quilômetros do terminal (Freepik/Wavebreakmedia)

A iniciativa surge em meio ao aumento do fluxo de passageiros nos Estados Unidos. Segundo dados da TSA, 2025 registrou recordes históricos de movimentação aérea, com diversos dias ultrapassando a marca de 3 milhões de passageiros processados em 24 horas nos controles de segurança.

O crescimento da demanda passou a pressionar aeroportos construídos décadas atrás e que hoje enfrentam limitações físicas para expansão. Filas prolongadas, congestionamentos nas áreas de embarque e saturação operacional se tornaram frequentes em hubs como Nova York, Miami, Atlanta, Chicago e Los Angeles.

A TSA informou que os protocolos aplicados no centro remoto seguirão os mesmos padrões utilizados dentro dos aeroportos, incluindo verificação de identidade, inspeção de bagagens e monitoramento eletrônico.

Projeto pode avançar para outros aeroportos

O programa “Straight to Gate” já recebeu autorização para testes em oito aeroportos dos Estados Unidos, embora Boston seja o primeiro grande centro operacional escolhido para a implementação inicial. A operação será administrada pela empresa Landline, especializada em integração terrestre para o setor aéreo.

Caso os resultados sejam positivos, a expectativa do setor é que o sistema seja expandido para outros grandes aeroportos americanos nos próximos anos, especialmente em cidades onde ampliações físicas dos terminais já são consideradas inviáveis.

*Com informações da Jovem Pan.