A arte, em seu (também) papel de reproduzir realidades, mais uma vez ‘entra em cena’ para abordar narrativas que, por vezes, precisam de palco para que sejam percebidas.
E será sob o mote da violência homofóbica, através da identidade, ancestralidade e respeito que o espetáculo “Eu Não Ando Só” vai ser apresentado ao público neste sábado (17) e domingo (18) no Teatro Hermilo Borba Filho, Bairro do Recife.
Com escrita e direção de Mabson Alexandre, a montagem – fomentada pelo Sistema de Incentivo à Cultura (SIC) – acompanha Bruno, um homem negro e drag queen que, após sofrer violência homofóbica, atravessa momentos que passam pela dor, pela memória e pela busca por forças para seguir adiante.
Movimentos
Em meio ao teatro e aos movimentos de corpo, dança, música e religiosidade de matriz africana, “Eu Não Ando Só” aborda também temáticas como o racismo e a LGBTfobia, entre outros recortes do mundo real que acomete pessoas fora dos palcos da arte.
A ideia do espetáculo é propor reflexão acerca de resistência e reconstrução, com a ancestralidade e a coletividade como caminhos possíveis para enfrentar tentativas de apagamento.
Integram o elenco da montagem Carmen ferrí, HBlynda Morais, Vanessa Souza, André Lourenço, Mylena Reis, Mabson Alexandre, Fábio Henrique e Lyra. A produção é de Vida D’Lucca e Brunna Martins está na assistência de direção.
SERVIÇO
Espetáculo “Eu Não Ando Só”
Quando; sábado (17) e domingo (18), às 19h
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho – Cais do Apolo, 142, Bairro do Recife
Acesso gratuito (com ingressos retirados uma hora antes do início do espetáculo)
Informações: @eunaoandosoespetaculo
