A produtora francesa Emilie Lesclaux receberá o Título Honorífico de Cidadã Pernambucana nesta quinta-feira (10). A homenagem, proposta pela deputada estadual Rosa Amorim (PT), será entregue no auditório Sérgio Guerra, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), às 18h, reconhecendo a contribuição dessa profissional sobretudo na projeção do cinema pernambucano para o mundo.
Radicada no Recife há mais de duas décadas, Emilie Natacha Lesclaux é uma produtora de cinema e cientista política nascida na França. Ela ajudou a fomentar a retomada do cinema pernambucano no cenário nacional produzindo filmes desde ”O Som Ao Redor” (2012) até ”O Agente Secreto” (2025) – um dos mais recentes fenômenos do audiovisual brasileiro.
Essas produções foram dirigidas pelo pernambucano Kleber Mendonça Filho, com quem Emilie é casada e tem dois filhos. Além de ter construído parte da vida na capital pernambucana, Lesclaux também impulsionou a economia criativa do estado com a formação de equipes locais e na geração de emprego, garantindo o reconhecimento e a renda dos profissionais pernambucanos.
Ao longo da carreira, Emilie Lesclaux também atuou como produtora de títulos como “Aquarius” (2016), selecionado para o Festival de Cannes e amplamente premiado; “Bacurau” (2019), vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, um dos mais prestigiados do cinema internacional; e “Retratos Fantasmas” (2023), que retrata a história dos cinemas de rua do Recife, além de refletir identidade e temporalidade.
”Emilie Natacha Lesclaux construiu uma relação que ultrapassa o vínculo profissional, revelando verdadeira identificação com os valores, a história e a identidade do povo pernambucano. Sua atuação demonstra que, embora não pernambucana de nascimento, tornou-se pernambucana por escolha, por afeto e por dedicação contínua ao Estado”, afirmou Rosa Amorim, na justificativa do Projeto de Lei 4028/2026 de sua autoria.
Como produtora cinematográfica, Emilie Lesclaux alcançou prêmios e nomeações em importantes festivais e premiações da produção cinematográfica global, mas também fortaleceu a cadeia produtiva do audiovisual brasileiro, atuou na preservação da memória da cultura do País e de Pernambuco, e projetou o cinema pernambucano em escala mundial.
