FORTALEZA – O turismo MICE brasileiro passa por uma nova etapa de fortalecimento, com foco não apenas na captação de congressos internacionais, mas também na expansão das viagens de incentivo. A avaliação é de Alexandre Nakagawa, gerente de Negócios e Estratégias para o Mercado Internacional da Embratur, durante entrevista concedida ao Mercado & Eventos na Cocal 2026.
Segundo o executivo, o Brasil já possui uma política consolidada para os eventos associativos e agora direciona esforços para ampliar a atuação em outro segmento importante do mercado.
Turismo de incentivo ganha prioridade
De acordo com Nakagawa, a Embratur tem desenvolvido ações específicas para fortalecer o turismo de incentivo, considerado um segmento que transita entre o mercado corporativo e o lazer.
“Já temos uma política aplicada para o associativo. Agora estamos trabalhando melhor a promoção do turismo de incentivo, conversando com os públicos certos e desenvolvendo campanhas específicas. Queremos fortalecer o MICE em todas as suas frentes.”
Para ele, ampliar esse segmento representa mais uma oportunidade de posicionar o Brasil como destino competitivo para diferentes perfis de eventos internacionais.
Vocação econômica orienta a captação
Nakagawa explicou que a estratégia da Embratur considera as características econômicas de cada região do país para definir quais eventos internacionais possuem maior potencial de serem atraídos.
Segundo ele, o Nordeste apresenta forte vocação para encontros ligados ao setor de energia, enquanto o Centro-Oeste se destaca pelo agronegócio. Já a região Sul possui maior aderência aos segmentos de inovação e sustentabilidade.
“O segmento econômico muitas vezes é o que leva o evento para determinada região. A partir daí, o turismo acontece.”
O executivo afirmou que esse trabalho também orienta a participação dos estados brasileiros nas feiras internacionais realizadas em parceria com a Embratur.
Competitividade vai além da infraestrutura
Ao analisar os fatores que influenciam a escolha de um destino internacional para receber eventos, Nakagawa destacou que não existe uma regra única.
Segundo ele, aspectos como conectividade aérea e infraestrutura variam conforme o perfil de cada congresso ou convenção. Em contrapartida, existe um elemento considerado indispensável para qualquer candidatura.
“A articulação do destino é fundamental. Quando Embratur, estados, municípios e entidades trabalham juntos, o destino se torna muito mais competitivo.”
Para o gerente, essa integração fortalece as candidaturas brasileiras e amplia as possibilidades de conquistar eventos internacionais para diferentes regiões do país.
*O M&E viaja com proteção GTA
