Recém-lançado nas plataformas digitais, o álbum “Equilibrivm II”, da cantora Anitta, dá sequência ao projeto lançado em abril, voltado para as questões mais reflexivas da artista.
Os saberes ancestrais unidos ao som potente formam um trabalho que já vem conquistando os fãs e os críticos especializados.
A expectativa para essa segunda etapa do disco segue na mesma proporção positiva do primeiro lançamento. E os motivos são vários.
Participações
Para começar, “Equilibrivm II” vem acompanhado com a participação de grandes artistas brasileiros, incluindo o pernambucano Alceu Valença na faixa “Não me cutuca” .
“Um forrozaço maravilhoso que eu tenho a honra de cantar com o Alceu. É uma letra mais leve, e até debochadinha”, explica a cantora.
Segundo a comunicação da Universal Music Brasil, crença e brasilidade também dão o tom de “Ogum Me Rodeia”, com participação de Maria Bethânia e Leticia Fialho.
A sequência também traz “Você já sabe”, que expressa os tambores e as batidas do funk, numa sonoridade tão vibrante quanto a música que abre o primeiro disco “Meia-noite’.
Membro do trio de produtores Los Brasileros, que assinam a produção da canção, Pedro Dash destaca que a intenção era mesmo ter uma música para falar.
Positividade
Los Brasileiros também assinam a produção de “Sem Pressa”, que tem a colaboração de MC Tha. A faixa “Tudo Isso” segue o clima de positidade e gratidão.
Em parceria com Alexandre Carlo, “Abre Caminho” sugere um reggae mais dançante, trazendo o tema da leveza e liberdade.
Na faixa em parceria com Mestrinho, “Eu não sou santa” embala os ouvidos com forró. . A artista também reafirma sua conexão com o candomblé também no samba-pop “Feitiço”, que conta com vocais de Mart’nália e sampleia o ponto de Exu “Botaram Feitiço”, de J. B. de Carvalho.
Na letra, as artistas cantam sobre o poder das encruzilhadas e sobre a segurança de sentir-se protegido por sua fé.
Já em “Contemplação”, a carioca se une ao Grupo Ofá, conjunto musical formado por integrantes da comunidade do Terreiro do Gantois, de Salvador. Em “Deus Mãe” Anitta e King Saints cantam sobre a força feminina que é transmitida de mãe para filha.
“Sal grosso” traz a sonoridade do funk, reforçado com o sample de “Treinamento do Bumbum” – clássico do DJ brasileiro O Mandrake. Natural de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Kbrum colabora com vocais na canção.
A sensualidade como ferramenta de elevação também é tema de “Divino Sexual”. Enquanto “Ponta do Pé” é um samba inspirado pela dança de gafieira. A afetividade também se faz presente em “Azul”, versão em espanhol do clássico de Djavan.
Reflexões
Já em “Pra Você Gostar de Mim”, Anitta usa de uma bossa nova melancólica para refletir sobre sua relação de afeto com a própria carreira.
Para isso, parte da clássica marchinha carnavalesca “P’ra Você Gostar de Mim”, imortalizada por Carmen Miranda em 1930. O clima confessional chega a seu ápice com o sambinha “Respira”.
A eletrizante “OKE” fecha o disco e traz a celebração das populações indígenas. A sonoridade bebe do funk e da música eletrônica para canalizar a potência desses povos.
A rapper Katú Mirim, que é descendente do povo Boe Bororo, destacou a importância dessa parceria com Anitta: “Este feat representa um chamado para a reconexão com nossas raízes”, explica. Também colaboram com vocais na faixa o grupo de rap Brô MC’s, composto por artistas indígenas Guarani-Kaiowá.
