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Em crise, Flybondi é proibida de vender novas passagens no Brasil

Em crise, Flybondi é proibida de vender novas passagens no Brasil

ANAC amplia restrição após redução acentuada dos voos da Flybondi no Brasil e aumento de 63,6% nas reclamações de passageiros

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ampliou a restrição à venda de passagens da Flybondi no Brasil e suspendeu, desde ontem (11), a venda de novos bilhetes entre Buenos Aires e o Rio de Janeiro. A decisão ocorreu após a companhia não comprovar capacidade para manter o serviço regular e contínuo.

Desde 28 de julho, a Flybondi já estava impedida de vender passagens para Florianópolis, Maceió e Salvador, assim como de ampliar sua malha no país. A ligação com o Rio havia sido preservada temporariamente, enquanto a agência analisava documentos da empresa. Mesmo após prazo adicional, encerrado em 10 de agosto, as informações foram consideradas insuficientes.

Segundo o ANAC, a manifestação se concentrou em compromissos e perspectivas futuras, sem comprovar a execução das medidas necessárias. Dados mostram que o número de voos da Flybondi caiu de 576 em janeiro para 50 em junho. Dos quatro voos previstos até 10 de agosto, apenas dois foram realizados. Os dois aviões usados majoritariamente nas operações brasileiras no último mês não voam desde 6 de agosto.

No atendimento ao consumidor, as reclamações registradas na plataforma Anac Passageiro subiram de 214 para 350 entre os dois últimos períodos de trinta dias, avanço de 63,6%. Mais de 90% dos usuários afirmaram ter procurado a Flybondi antes do registro. A parcela de queixas sobre reembolsos passou de 26,6% para 42,7%.

Passagens emitidas continuam válidas

A suspensão não alcança bilhetes já vendidos. Cabe à Flybondi operar os voos quando houver condições ou cumprir as obrigações previstas em caso de cancelamento. O passageiro deve ser avisado com ao menos 72 horas de antecedência e poderá escolher entre reembolso integral e reacomodação em voo da empresa. Sem aviso no prazo, deverá ser oferecida também reacomodação em outra companhia, além da assistência material aplicável.

Crise na Flybondi

A crise da Flybondi não se limita às operações brasileiras. Na Argentina, a companhia acumula cancelamentos, redução da frota disponível e dificuldades financeiras que atingem passageiros, trabalhadores e fornecedores.

Em janeiro, a autoridade aeronáutica argentina abriu processos por voos cancelados sem aviso prévio, enquanto a imprensa local relata atrasos em pagamentos e uma possível recuperação judicial, ainda não confirmada oficialmente. A combinação entre menos aeronaves em serviço, perda de capacidade operacional e aumento das obrigações pendentes aprofundou a instabilidade da malha ao longo de 2026.





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