Dua Lipa inaugurou, no último sábado (27), a Manifesto Library, uma biblioteca permanente com 100 obras que foram censuradas, proibidas ou alvo de questionamentos públicos. O projeto é uma parceria da artista com a histórica Livraria Lello, no Porto, em Portugal.
Segundo a cantora, a biblioteca tem como objetivo promover a liberdade de expressão e disponibilizará uma coleção diversificada de livros que abordam temas como poder, controle, voz e memória. O projeto integra a primeira realização física em torno do Sevice95 Book Club, clube de leitura de Dua Lipa.
“É um santuário para livros que desapareceram, para autores cuja coragem desmascara estruturas de poder e controle, e para leitores que recusam a aceitar que lhes digam qual livro ler”, afirmou Dua.
A curadoria das obras presentes na biblioteca inclui não apenas livros formalmente proibidos, mas também títulos que foram restritos ou sofreram tentativas de “apagamento” por discutirem temas como raça, gênero, sexualidade e violência política.
Entre as obras, “Olhos d’água”, da autora brasileira Conceição Evaristo, foi o escolhido por Dua Lipa como o primeiro livro a ser disponibilizado na biblioteca. A autora esteve presente na inauguração e agradeceu a homenagem.
“Junto à recepção calorosa que recebi na Livraria Lello, na cidade do Porto, em Portugal, tive a grata surpresa de saber que o livro ‘Olhos d’água’, de minha autoria, foi escolhido como a primeira obra para ocupar as prateleiras da Manifesto Library”, comentou a autora nas redes sociais.
Confira os títulos já divulgados:
“The God of Small Things”, de Arundhati Roy
“Girl, Woman, Other” (Rapariga, Mulher, Outra), de Bernardine Evaristo
“Olhos d’água”, de Conceição Evaristo
“My Pen Is the Wing of a Bird”, antologia de escritoras afegãs
“My Friends”, de Hisham Matar
“To Kill a Mockingbird” (Matar um Rouxinol), de Harper Lee
“The Adventures of Huckleberry Finn”, de Mark Twain
“Born a Crime” (Sou um Crime), de Trevor Noah
“The Color Purple” (A Cor Púrpura), de Alice Walker
“Nineteen Minutes” (Dezanove Minutos), de Jodi Picoult
“A Thousand Splendid Suns” (Mil Sóis Resplandecentes), de Khaled Hosseini
“The Kite Runner” (Cometas no Céu / Cometas en el Cielo), de Khaled Hosseini
“Decolonising the Mind” (Descolonizar la Mente), de Ngũgĩ wa Thiong’o
“Stamped from the Beginning” (Marcados al Nacer), de Ibram X. Kendi
“The Catcher in the Rye”, de J. D. Salinger
“The Hate U Give”, de Angie Thomas
“Milk and Honey” (Leite e Mel), de Rupi Kaur
“The Vegetarian” (A Vegetariana), de Han Kang
“The Satanic Verses” (Los Versos Satánicos), de Salman Rushdie
“Cien años de soledad”, de Gabriel García Márquez
“Cleptopia”, de Tom Burgis
“A Case of Exploding Mangoes”, de Mohammed Hanif
“The Banned Books of Lula Dean” (A Biblioteca de Livros Banidos de Lula Dean), de Kirsten Miller
“Animal Farm”, de George Orwell
“The Sympathizer” (O Simpatizante), de Viet Thanh Nguyen
“Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury
“The Handmaid’s Tale” (O Conto da Aia / História de uma Serva), de Margaret Atwood
“Brave New World” (Admirável Mundo Novo), de Aldous Huxley
“The Unbearable Lightness of Being” (A Insustentável Leveza do Ser), de Milan Kundera
“Go Set a Watchman” (Mataram a Cotovia / Mataram a Corovia), de Harper Lee
“Soldados de Salamina”, de Javier Cercas
“Maus”, de Art Spiegelman
“Persepolis”, de Marjane Satrapi
“We Are Not Numbers”, antologia sobre a Palestina
“Felon”, de Reginald Dwayne Betts
