A Abreu prevê quase 100 saídas para destinos exóticos no próximo ano. O segmento, que reúne roteiros pela Ásia, África, Oriente Médio e Oceania, já representa o segundo maior produto da operadora em volume de vendas, atrás apenas da Europa. O balanço foi apresentado por Luca Souza, gerente de produtos de destinos exóticos e resorts da empresa, durante a 5ª edição do Arena Abreu, realizada nesta quarta-feira (5), no Iberostar Waves, na Bahia.
Segundo Souza, a empresa investe nesse segmento há cerca de oito anos e desenvolveu um modelo de operação voltado a destinos que exigem maior planejamento da viagem. A proposta é oferecer pacotes completos, com serviços organizados desde a saída do Brasil.
“Tem muito destino exótico em que o cliente fica inseguro de comprar só o hotel e bater numa OTA. O nosso diferencial é entregar tudo no pacote”, afirmou.
Para atender esse perfil de viajante, a Abreu estruturou a linha Vamos, com grupos reduzidos, normalmente entre 20 e 25 passageiros, acompanhamento de guias em português e saídas garantidas com bloqueios aéreos. O formato começou com Peru e Dubai e hoje também contempla destinos como Egito, África do Sul, Japão, Tailândia e Marrocos.
O portfólio inclui ainda China, Vietnã, Camboja, Nova Zelândia e o Cáucaso, região formada por Azerbaijão, Armênia e Geórgia. Segundo Souza, o destino está entre os lançamentos com melhor desempenho da operadora. Outra aposta é Botsuana, que voltou ao portfólio após a pandemia.
Dubai lidera vendas de Exóticos na Abreu

Dubai é hoje o principal destino da linha de exóticos da Abreu. Segundo Souza, a cidade deixou de ser apenas uma conexão para passageiros que seguem para a Ásia e passou a ser escolhida como destino final de viagem. “Dubai hoje é o nosso número 1. Praticamente 80% dos nossos passageiros que vão para Dubai vão como destino final”, disse.
Além de Dubai, a operadora observa o crescimento da procura por África do Sul, favorecida pela oferta de voos diretos, e por Marrocos, impulsionado pela ligação aérea entre São Paulo e Casablanca. Na Oceania, a Nova Zelândia também ganhou espaço no portfólio. Segundo Souza, o destino passou a superar a Austrália nas vendas da Abreu após anos de trabalho de promoção realizado em parceria com o antigo escritório de turismo neozelandês no Brasil.
“Muito do que a gente colhe hoje foi plantado naquele trabalho feito antes da pandemia”, afirmou.
