A avaliação negativa do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer e passou a superar a marca de metade do eleitorado. Levantamento do Instituto Real Time Big Data aponta que 52% desaprovam a gestão, enquanto 42% dizem aprovar. Outros 6% não souberam ou não responderam.
O movimento representa deterioração em relação à rodada anterior, realizada em março. Naquele momento, a aprovação do presidente estava em 44%, enquanto a desaprovação era de 51%. A nova pesquisa indica avanço da rejeição e perda de apoio em um curto intervalo.
Os dados foram coletados entre os dias 2 e 4 de maio, com 2.000 entrevistas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03627/2026.
A piora na avaliação ocorre em meio a um cenário político mais adverso para o Planalto. Na última semana, o governo sofreu duas derrotas relevantes no Congresso: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria.
Esses episódios reforçaram a percepção de fragilidade na articulação política do governo, ao mesmo tempo em que ampliaram o espaço para atuação da oposição. A sequência de reveses também coincide com a intensificação do debate sobre temas sensíveis, como segurança institucional e política penal.
A queda na aprovação acontece em um momento em que o governo tenta reposicionar sua agenda econômica e social, com iniciativas voltadas à redução do endividamento e à melhora da renda. Ainda assim, os números indicam que parte do eleitorado segue distante, em um contexto de maior cobrança sobre resultados concretos.
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A tendência apontada pela pesquisa sugere que o ambiente político deve permanecer pressionado no curto prazo, com impacto potencial sobre a condução da pauta no Congresso e sobre o cenário eleitoral de 2026.
