O Ministério Público espanhol anunciou nesta sexta-feira (23) o arquivamento da denúncia por crimes sexuais e tráfico de pessoas contra Julio Iglesias, apresentada por duas ex-funcionárias do cantor à Justiça, devido à jurisdição do caso.
“Procede-se ao arquivamento das presentes diligências de investigação (…) por falta de jurisdição dos tribunais espanhóis e, portanto, por falta de competência do Ministério Público” para iniciar as investigações por fatos ocorridos nas Bahamas e na República Dominicana, indicou o MP em nota.
Duas ex-funcionárias do cantor espanhol, o artista hispânico que mais vendeu discos no mundo, apresentaram uma queixa na Espanha em 5 de janeiro, alegando, entre outras coisas, terem sido vítimas de supostas humilhações e assédio sexual por parte de Iglesias, que, segundo elas, abusava do seu poder com funcionárias frequentemente jovens e em situação de precariedade.
Uma delas também relatou aos veículos que revelaram o caso penetrações não consentidas. De acordo com a investigação realizada pela rede americana Univision e pelo jornal espanhol elDiario.es, os supostos abusos teriam ocorrido em 2021, nas mansões do músico na República Dominicana e nas Bahamas.
O artista de 82 anos, que afirmou ser inocente, havia pedido o arquivamento do processo.
Após analisar a demanda, o MP indicou que não podia abrir uma investigação, já que as vítimas “são estrangeiras” e “não residem na Espanha”, o acusado – que vive entre Miami, República Dominicana e Bahamas – também não está na Espanha e os fatos teriam ocorrido “em países plenamente competentes” para investigá-los judicialmente.

