Mestres, mestras, griôs, músicos, artesãos e integrantes de afoxés, maracatus de baque virado, grupos de coco, capoeira, samba de roda, percussão, dança afro, canto, culinária tradicional e outras expressões afro-brasileiras podem participar do projeto “Economia Ancestral – Gestão Cultural Criativa para Territórios de Terreiro”.
A iniciativa oferece formação gratuita em escrita de projetos, comunicação e captação de recursos para integrantes de comunidades de Candomblé, Umbanda, Jurema Sagrada e outras tradições de terreiro. As inscrições serão realizadas de 15 a 30 de outubro neste link.
Também podem participar representantes de Pontos e Pontões de Cultura e Patrimônios Vivos com atuação ligada às culturas de matriz africana.
O curso
As aulas serão realizadas nos dias 31 de outubro e 1º, 7 e 8 de novembro, aos sábados e domingos, das 9h às 16h, em dois terreiros de Paudalho. Serão 30 horas de atividades presenciais, com aulas práticas, rodas de conversa e troca de experiências. A alimentação será oferecida nos locais, e o projeto prevê apoio para o deslocamento de até dez participantes de outros municípios da Mata Norte.
A formação parte das experiências que já existem nas comunidades. Uma roda de coco, um grupo de percussão, uma atividade de capoeira, uma celebração, uma produção artesanal ou um trabalho de memória, por exemplo, poderão ser transformados em propostas de projetos ao longo dos encontros. A ideia é trabalhar planejamento, escrita, comunicação e estratégias para buscar recursos em editais culturais.
O conteúdo também aborda oportunidades relacionadas à Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), ao Funcultura Pernambuco e à Política Nacional Cultura Viva, além de outros editais municipais, estaduais e nacionais.
Formação
A programação será dividida em quatro módulos. Tagore Simões conduz “Abrir Caminhos”, sobre políticas culturais, direitos e oportunidades. Belisa Alves apresenta “Dar Forma à Potência”, dedicado ao planejamento e à estruturação de iniciativas.
Pedro Akanni conduz “Fazer a Potência Circular”, sobre economia, renda e sustentabilidade. Já Salatiel Cícero, da Hub Baobá – Comunicação, Cultura e Inovação, ministra “Contar para Fazer Chegar Mais Longe”, sobre narrativa, comunicação e circulação cultural.
O curso também terá um laboratório para o desenvolvimento de propostas próprias. A expectativa é estruturar entre dez e 15 iniciativas culturais durante a formação. No encerramento, os participantes vão apresentar os trabalhos em formato de pitch, como exercício de apresentação das ideias e de preparação para diferentes oportunidades de circulação e financiamento.
Os terreiros são o foco da formação por serem espaços de produção e transmissão de diferentes expressões da cultura afro-brasileira. Música, dança, canto, oralidade, culinária, vestimentas, celebrações e outros conhecimentos compartilhados entre gerações fazem parte das práticas desenvolvidas nesses territórios.
Serviço: Economia Ancestral – Gestão Cultural Criativa para Territórios de Terreiro
Quando: 7, 8, 14 e 15 de novembro, aos sábados e domingos, das 9h às 16h
Onde: Dois terreiros de Paudalho, na Mata Norte de Pernambuco
Inscrições: De 15 a 30 de outubro via https://bit.ly/4i5GaSb
Informações: @baobacultural
