Nordeste Magazine
Cultura

Comédia com filha de Adam Sandler na Netflix vai melhorar seu humor em apenas uma hora e meia

Comédia com filha de Adam Sandler na Netflix vai melhorar seu humor em apenas uma hora e meia

Do gênero anti-coming-of-age, em tradução literal, “anti-amadurecimento”, o novo filme da Netflix, “A Colega Perfeita”, desconstrói o mito de que crescer, por si só, traz clareza emocional ou evolução pessoal. Sadie Sandler interpreta Devon, uma caloura universitária que acreditava que deixar o ensino médio significaria finalmente se libertar do constante deslocamento social.

Ao conhecer Celeste (Chloe East), ela imediatamente projeta na colega a possibilidade de pertencimento e pede para dividir o quarto no dormitório. A ideia é começar a vida universitária com o pé direito e, principalmente, com uma aliada.

No entanto, aos poucos, Devon percebe que Celeste está longe de ser a versão idealizada que havia construído. Pequenos atritos cotidianos começam a se acumular e ganham proporções cada vez maiores, até que o equilíbrio emocional de Devon se rompe. Tudo se inicia em detalhes aparentemente banais: rotinas incompatíveis, roupas usadas sem permissão, o desconforto de encontrar Celeste em sua própria cama com um rapaz do campus.

O quarto, que deveria ser um espaço de acolhimento, torna-se insalubre, enquanto a convivência com Celeste passa de incômoda a insustentável. O problema é que, quando Devon finalmente reconhece que não a quer mais por perto, Celeste já se infiltrou completamente em seu círculo íntimo, incluindo as pessoas mais próximas de sua vida.

Rompimento definitivo

Durante um feriado, Celeste passa alguns dias com a família de Devon e protagoniza um episódio: salva a avó após o peru, que Devon havia se comprometido a cuidar, explodir na fritadeira. A percepção é invertida. Devon passa a ser a irresponsável, enquanto Celeste ganha o papel de heroína. Em paralelo, ela conquista a confiança do irmão caçula de Devon, um jovem gay ainda não assumido. Em uma festa, Celeste o droga e o faz passar mal, mas manipula a situação de forma a parecer a única pessoa que estava ali para ajudá-lo.

Como se não bastasse, expõe Devon em um poema apresentado em sala e ainda beija o rapaz por quem ela se interessa. Tudo se organiza como uma sequência de ações que, isoladamente, poderiam parecer ambíguas, mas, juntas, sugerem um movimento sistemático de desgaste da autoestima e da reputação de Devon, que, até então, acreditava ter encontrado uma amiga.

Agora, com a relação à beira do colapso, Devon não busca apenas se afastar de alguém que drena sua energia, mas também retaliar os desconfortos acumulados. Mas a vingança acaba saindo do controle e tomando proporções catastróficas.

Pezinho no cult

Com direção de Chandler Levack, cineasta canadense do circuito independente, a proposta era incorporar à narrativa um ritmo mais observacional, com traços autorais e menos dependente do humor tradicional. Ao mesmo tempo, há um esforço claro da Netflix em revisitar a comédia universitária mais apimentada e provocativa, com referências a “American Pie”.

“A Colega Perfeita” é uma comédia de conforto, mas com um enredo mais fragmentado em intrigas paralelas e menos simplista do que outras comédias recentes do gênero. O roteiro investe em nuances, evitando transformar suas personagens em figuras monoteístas e adicionando camadas às suas motivações. Ainda assim, o resultado pode afastar quem prefere narrativas mais simples, com humor mais pastelão ou besteirol.



Fonte

Veja também

O filme brasileiro com Wagner Moura que é uma verdadeira joia do cinema, na Netflix

Redação

A série maluquinha que você vai adorar ver, se estressar e rir multo, na Netflix

Redação

Comédia romântica acaba de chegar à Netflix e é perfeita para um dia de preguiça no sofá

Redação

Leave a Comment

* By using this form you agree with the storage and handling of your data by this website.