O aniversário de 12 anos do Paço do Frevo, nesta segunda (9), no mesmo dia em que o ritmo pernambucano completou 119 anos, foi celebrado no museu, no Bairro do Recife, com uma programação especial com 12 horas de duração, com direito a corte de bolo e show da cantora Nena Queiroga com diversos convidados no palco.
Aniversário
A programação comemorativa começou às 10h, com visitação às exposições internas do museu, vivências de música e apresentações de blocos líricos com a Orquestra Aurora dos Carnavais, no período da tarde.
No início da noite, na área interna do Paço do Frevo, ao som da Orquestra Backstage, a diretora do museu Luciana Félix; o diretor geral do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), Ricardo Piquet; a secretária de Cultura do Recife, Milu Megale e o corpo de funcionários cantaram parabéns e cortaram um bolo em homenagem ao museu, puxado pela cantora Flaira Ferro, presidente do Conselho do Paço.
“É muito gratificante para uma cidade que respira frevo ter um museu aberto 365 dias cuidando e salvaguardando o ritmo. E para gente é uma alegria muito grande ter o IDG cuidando desse Paço. E antes de ser secretária eu já era conselheira do Paço do Frevo”, lembrou Milu Megale.
O bloco “Eu Me Paço Mesmo”, composto por funcionários, também desfilou pelas ruas do Bairro do Recife. Em seguida, o palco montado na Praça do Arsenal recebeu o encontro de blocos líricos “Alegres Bandos”, com apoio da Prefeitura do Recife.
Em seguida, no mesmo palco, a cantora Nena Queiroga, apresentou um show especial para celebrar o Paço e o ritmo pernambucano, convidando Ylana Queiroga, Flaira Ferro, Rafa Grun, Orquestra Malassombro, Robertto, Coral Edgard Moraes e passistas do projeto “Você e Eu no Frevo”.
Novas conselheiras
Na celebração, Ricardo Piquet anunciou os nomes de Nena Queiroga e Ione Costa como novas conselheiras do museu. “A gente junta pessoas que amam o frevo e possam ser parceiras do Paço a qualquer tempo e é por isso que a gente convidou mais duas integrantes para fazer parte do Conselho”, anunciou Piquet.
“Sou filha de uma cantora famosíssima do tempo do rádio, Mêves Gama, filha de compositor de frevo [Luiz Queiroga], sou irmã de Lula Queiroga, também compositor de frevo, e canto frevo desde que nasci, tenho o maior orgulho de dizer isso”, agradeceu Nena.
Visita em momento nobre
“Para carregar as energias e o sotaque”, e em meio ao colorido dos dias pré-carnavalescos, o pernambucano Ricardo Piquet, diretor geral do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), esteve no Recife para, entre outras saudades, rever e se orgulhar do primeiro projeto do Instituto, o Paço do Frevo – Centro de Referência em Salvaguarda do mais genuíno dos ritmos do estado, localizado no Bairro do Recife, e que ontem celebrou 12 anos de existência.
Em visita à Folha de Pernambuco, quando foi recebido pela vice-presidente Mariana Costa e pela editora-chefe Leusa Santos, Piquet ressaltou a importância do museu para o Recife, como espaço que preserva o frevo em toda sua tradição, o tanto o quanto o renova em ações e atividades que abrem as portas para as boas novas da manifestação artística e musical mais identitária de Pernambuco.
“O Paço é um exemplo entre os espaços geridos pelo IDG. Temos o frevo hoje que faz alusão ao passado, mas que projeta o futuro (…). Todo museu tem que projetar o futuro.
E voltar ao Recife em um momento nobre, que é o Dia do Frevo e o Dia do Paço, vendo o quanto ao longo desses 12 anos se tornou uma referência, oferecendo o frevo o ano inteiro e não só no Carnaval, para que todos possam consumir, ouvir e perpetuar o frevo enquanto Patrimônio da Humanidade. É de uma alegria muito grande”, celebrou ele.
Ainda sobre a vinda de Ricardo Piquet ao Recife, Luciana Félix, diretora do Paço, que também esteve junto ao diretor do IDG em visita à Folha, reforça a troca de experiências que sempre ocorre ao encontrar o gestor.
“Ricardo tem muita vivência na gestão, na criação de museus, de projetos na área cultural, ambiental e educacional, então os dias que ele fica com a gente é de aprendizado, e para a equipe do Paço também. E é sobre esse propósito do frevo vivo, sendo consumido e para onde a gente quer prospectar o frevo, é um dos assuntos que a gente compartilha”, conta.
O IDG
Prestes a completar 25 anos de história pautada em um modelo de gestão que atravessa caminhos à parte quando se trata de transformar a forma como museus e atividades ambientais-educacionais são pensadas e geridas no País, o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) conduz, além do Paço do Frevo, entre outros, os espaços Museu do Amanhã (RJ), Museu das Favelas (SP), Museu do Jardim Botânico (RJ) e Museu das Amazônias (PA).
Com trocas efetivas entre todos eles, o Instituto, para além de gerir estes espaços, preza pelas conexões e pelo “compromisso com o presente e investimento no futuro”.
Junto ao IDG, o Paço do Frevo – que atua como museu, mas também com atividades em áreas como pesquisa e formação em dança e música, entre outras ações – é um equipamento cultural da Prefeitura do Recife, fomentado por leis de incentivo à cultura e algumas parcerias.

