O Cine PE – Festival do Audiovisual de Pernambuco foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Recife. O evento recebe o título através da Lei Municipal nº 19.530, sancionada pelo prefeito Victor Marques (PCdoB) nesta nesta segunda-feira (6).
Em 1996, nascia a primeira edição do Cine PE, por iniciativa do casal de economistas Alfredo e Sandra Bertini. Ao longo de 30 anos, o festival se consolidou como um dos mais importantes do Brasil, revelando talentos e aproximando o público do cinema nacional.
A 30ª edição do festival, realizada em junho, ficou marcada pela despedida de Alfredo Bertini, que morreu após complicações decorrentes de um transplante de fígado, aos 65 anos. Seu legado permanecerá vivo para as próximas gerações, por meio de Sandra e do filho, Vitor, que assumiram o comando do evento.
Publicada no Diário Oficial do Recife nesta terça-feira (7), a lei que garante a festival o título de Patrimônio já está em vigor. Ela tem origem no projeto de Projeto de Lei nº 74/2026, de autoria do vereador Samuel Salazar (MDB), líder do governo na Câmara Municipal.
“O Cine PE é parte da identidade do Recife. Durante 30 anos, o festival colocou a nossa cidade no centro do cinema brasileiro, formou plateia, abriu portas para realizadores pernambucanos e movimentou a economia criativa”, destacou o vereador, por meio de sua assessoria de imprensa.
Para Sandra Bertini, a iniciativa encabeçada por Salazer é extremamente oportuna. “Mais do que uma homenagem pessoal a mim ou a Bertini, este reconhecimento valoriza o projeto, a cultura pernambucana e o trabalho de todos os artistas, atores, atrizes e técnicos da nossa região, que fazem jus a um título desta relevância”, disse.
