A Força Aérea Brasileira realiza o exercício conjunto Escudo-Tínia 2026 em Anápolis com estreia do F-39 Gripen no treinamento
A Força Aérea Brasileira (FAB) realizará, entre 11 e 29 de maio, na Base Aérea de Anápolis, o exercício conjunto Escudo-Tínia, treinamento operacional que reunirá diferentes vetores aéreos e estruturas de defesa com foco na interoperabilidade entre as Forças Armadas.
Pela primeira vez, o caça F-39 Gripen participará do exercício, que também será realizado pela primeira vez na região Centro-Oeste.
O treinamento envolve ainda aeronaves dos modelos A-1M, A-29 Super Tucano, F-5M, E-99, KC-390 Millennium e C-105 Amazonas, além de unidades de defesa antiaérea, infantaria, comando e controle, comunicações, saúde operacional e defesa cibernética. Segundo a FAB, o objetivo é elevar a capacidade de resposta militar em cenários de alta complexidade e consolidar o preparo operacional conjunto.
Primeira edição no Centro-Oeste
Historicamente, o exercício era sediado nas Bases Aéreas de Canoas e Santa Maria, ambas no Rio Grande do Sul. Em 2026, a escolha da Base Aérea de Anápolis acompanha o início das operações do F-39 Gripen na unidade e amplia o papel estratégico da instalação no sistema de defesa aérea brasileiro.
Anápolis passa a concentrar um adestramento técnico que envolve desde aeronaves de combate e alerta aéreo antecipado até transporte tático, evacuação aeromédica e operações de defesa cibernética.
Coordenação entre comandos
Neste ano, o exercício conjunto ficará sob responsabilidade conjunta do Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), do Comando de Preparo (Comprep) e da própria Base Aérea de Anápolis.
De acordo com a FAB, a condução integrada busca manter, consolidar e aprimorar capacidades operacionais de emprego, com execução de ações planejadas para avaliar desempenho, validar procedimentos e elevar o nível de prontidão da Força Aérea.
O exercício conjunto também tem como finalidade fortalecer a atuação coordenada entre Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Comando da Aeronáutica, ampliando a capacidade de resposta em operações conjuntas.
Missões previstas
As unidades participantes serão adestradas em diferentes Ações de Força Aérea, contemplando cenários de combate, defesa e apoio logístico.
Entre as atividades previstas estão Apoio Aéreo Aproximado, Assalto Aeroterrestre, Ataque, Defesa Aérea, Defesa Antiaérea, Defesa Cibernética, Controle e Alarme em Voo, Escolta, Evacuação Aeromédica, Exfiltração Aérea, Infiltração Aérea, Reconhecimento Armado, Reconhecimento Aeroespacial, Ressuprimento Aéreo e Supressão de Defesas Aéreas Inimigas.
Também fazem parte do escopo operacional ações como Controle Aéreo Avançado, Guiamento Aéreo Avançado, Posto de Comunicação Aeroespacial e Autodefesa de Superfície.
Objetivo
Segundo a FAB, os objetivos do exercício foram definidos para atender às necessidades de treinamento e capacitação diante dos desafios relacionados ao emprego do poder militar em situações de crise e operações militares complexas.
A proposta é manter os níveis de preparo exigidos pela Força Aérea Brasileira, além de promover integração operacional e validação de protocolos em ambiente de alta exigência tática.
