Tupolev Tu-95 realizava um voo de treinamento na região de Amur, um tripulante sobreviveu e foi hospitalizado
A queda de um bombardeiro estratégico Tupolev Tu-95 durante um voo de treinamento deixou seis tripulantes mortos e um ferido em 29 de setembro, na região de Amur, no Extremo Oriente da Rússia. Segundo o Ministério da Defesa russo, o avião caiu em uma área despovoada e não transportava armamento.
O comunicado militar, reproduzido pela agência Interfax, apresentou o balanço de vítimas como preliminar e não informou a causa da queda. Uma comissão das Forças Aeroespaciais da Rússia foi enviada ao local para apurar as circunstâncias do acidente. Porém, não existe perspectiva de um relatório final ser apresentado ao público por envolver uma operação militar.
O acidente envolve uma das plataformas de ataque de longo alcance mais importantes da aviação militar russa. Embora o projeto original tenha surgido na década de 1950, a frota passou por sucessivas modificações para incorporar novos equipamentos e armamentos. A versão Tu-95MS foi desenvolvida posteriormente como lançadora de mísseis de cruzeiro estratégicos. O bombardeiro rivaliza em longevidade com o B-52H, dos Estados Unidos, que também passa por novas atualizações e acumula mais de 60 anos de uso.
Emprego na guerra contra a Ucrânia
O Tu-95 tem sido utilizado para lançar mísseis de cruzeiro com ogivas convencionais contra a Ucrânia. Essa atuação mantém ao bombardeiro no centro das operações de ataque de longo alcance de Moscou.
O acidente em Amur representa uma nova perda de uma família sem produção de exemplares novos desde 1992, enquanto a Rússia mantém programas para prolongar o emprego das aeronaves remanescentes.
