Levantamento aponta aumento de 33,3% em relação a janeiro; nenhum bairro está em alto risco, mas áreas exigem atenção
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulgou nesta segunda-feira (23) o resultado do segundo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026.
O estudo, realizado entre os dias 2 e 6 de março, apontou índice geral de 1,2, classificado como médio risco.
O levantamento é utilizado para monitorar a presença do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya e orientar as ações de combate ao vetor na capital sergipana.
Índice do LIRAa cresce com início do período chuvoso
O resultado representa um aumento de 33,3% em relação ao levantamento de janeiro, cenário já esperado com a chegada das chuvas, que favorecem a formação de criadouros.
Apesar do crescimento, a SMS destaca que o avanço ocorreu de forma controlada e que nenhum bairro de Aracaju está em situação de alto risco.
O LIRAa classifica os índices em três níveis:
- Baixo risco: de 0,0% a 0,9%
- Médio risco: de 1,0% a 3,9%
- Alto risco: acima de 4,0%
Bairros com maior índice de infestação exigem atenção
Algumas localidades apresentaram índices mais elevados dentro da faixa de médio risco e passaram a receber ações intensificadas:
- Cidade Nova: 3,6
- Santo Antônio: de 0,2 para 2,0
- Santos Dumont: de 0,7 para 1,5
- Porto Dantas: de 0,4 para 1,7
Segundo a SMS, nessas áreas já estão sendo realizadas medidas educativas e intervenções específicas para conter a proliferação do mosquito.
Principais focos do mosquito estão dentro das residências
O levantamento identificou que 62,2% dos criadouros estão concentrados em locais como:
- Lavanderias
- Caídas d’água
- Tonéis
Outros pontos frequentes incluem:
- Vasos e pratos de plantas
- Ralos e calhas
- Lajes e sanitários em desuso
- Entulho, lixo e pneus
Ações de combate incluem mutirões e visitas domiciliares
A Prefeitura tem intensificado as ações de controle do mosquito por meio de diversas estratégias.
Principais ações realizadas em 2026:
- 66.616 visitas domiciliares por agentes de endemias
- 1.403 pontos estratégicos visitados
- 117 tratamentos focais com larvicida
- 78 tratamentos perifocais com inseticida
- Mutirões aos sábados, em parceria com a Emsurb
A coordenadora da Vigilância em Saúde, Duanne Marcele, destaca a importância da participação da população.
“Os principais criadouros estão dentro das casas. O trabalho da gestão é contínuo, mas a colaboração da população é decisiva para controlar o mosquito”, afirmou.
Combate ao Aedes aegypti depende de ações simples no dia a dia
A SMS reforça que o enfrentamento ao mosquito é uma responsabilidade compartilhada e orienta a população a adotar medidas preventivas:
- Eliminar água parada
- Manter caixas d’água vedadas
- Limpar calhas e ralos regularmente
- Descartar corretamente o lixo
- Permitir a entrada dos agentes de saúde
Com informações da PMA

