O vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB), lançou no sábado a pré-candidatura ao governo estadual. O evento contou com a presença do atual ocupante do Palácio Piratini Eduardo Leite (PSD) e o postulante ao Planalto Ronaldo Caiado (PSD). O emedebista criticou alianças nacionais de adversários com o petismo e o bolsonarismo e reiterou apoio a Caiado na disputa pela presidência.
“Temos nosso presidente de coração e opção, que se chama Ronaldo Caiado”, destacou Souza, afirmando também que não tem presidente de “estimação”.
Enquanto a ex-deputada Juliana Brizola (PDT) conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal Luciano Zucco (PL) é da legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. Já Souza tem a proximidade com Leite como ativo eleitoral.
Empate técnico
Juliana lidera a disputa ao governo estadual, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril. Ela aparece com 24% das intenções de voto, contra 21% de Zucco. Devido à margem de erro de três pontos percentuais, eles estão tecnicamente empatados. Já Souza está na terceira colocação com 6%.
O Rio Grande do Sul possui as três principais chapas majoritárias já definidas. Souza encaminhou como vice o deputado estadual Ernani Polo (PSD). O ex-governador Germano Rigotto (MDB) e o líder do governo na Assembleia Legislativa, Frederico Antunes (PSD), completam a chapa como pré-candidatos ao Senado.
Com a mudança de rumo de Leite — que decidiu permanecer no cargo até o final de seu mandato após ser preterido pelo PSD como o nome do partido à Presidência —, Souza, que está atrás dos adversários nas pesquisas, perdeu a oportunidade de ter a máquina até as eleições, o que lhe permitiria ampliar a capilaridade no estado e buscar consolidar costuras de olho em uma candidatura mais forte. Sua campanha, no entanto, diz não ver “prejuízo” na permanência, e aposta em uma chapa com “ampla representatividade política e regional”.
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Adversários nacionalizam campanha
Juliana terá como vice Edegar Pretto (PT), em aliança anunciada na semana passada. Os nomes ao Senado são a ex-deputada Manuela D’Ávila (PSOL) e o deputado federal Paulo Pimenta (PT). Edegar decidiu sua pré-candidatura ao governo após o diretório nacional petista ter determinado o apoio do núcleo estadual à pedetista.
Ele havia sido escolhido por unanimidade para ser candidato ao Palácio Piratini com o endosso dos partidos aliados PSOL, PCdoB, PV, Rede e PSB, mas lideranças nacionais avaliaram que a aliança com o PDT é mais consistente para o projeto de reeleição do presidente Lula.
Zucco, por sua vez, terá a deputada estadual Silvana Covatti (PP) como pré-candidata a vice-governadora, além dos deputados federais Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL) ao Senado. Além dos partidos Novo e PP, o parlamentar também conta com o apoio formal de Podemos e Republicanos.
O bolsonarista lançou oficialmente sua pré-candidaturaem abril, durante evento que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que terá no parlamentar o seu palanque no estado.
