Transporte aéreo respondeu por US$ 20,6 bilhões dos gastos com viagens corporativas na América Latina em 2025, segundo levantamento
O transporte aéreo representou US$ 20,6 bilhões dos US$ 56,1 bilhões gastos com viagens corporativas na América Latina em 2025, equivalente a mais de um terço do orçamento total destinado às viagens de negócios na região.
Os dados foram divulgados na última terça-feira (4), no GBTA Business Travel Index 2026, em Chicago, nos Estados Unidos.
Segundo o levantamento, o cenário reforça a importância da gestão de tarifas aéreas, especialmente para empresas brasileiras, que enfrentam desafios relacionados à antecedência de compra, regras tarifárias, possibilidade de remarcação e oscilações de preços após a emissão dos bilhetes.
Despesas das viagens de negócios
De acordo com os dados apresentados, os gastos corporativos na América Latina distribuíram-se da seguinte forma:
- Transporte aéreo: US$ 20,6 bilhões
- Alimentação: US$ 9,3 bilhões
- Hospedagem: US$ 7,7 bilhões
- Transporte terrestre: US$ 6,1 bilhões
“Na América Latina, qualquer oscilação no preço das passagens afeta diretamente o orçamento“, disse Luiz Moura, conselheiro de Turismo da FecomercioSP, que acrescentou que o peso das passagens aéreas torna o monitoramento permanente das tarifas um dos principais instrumentos para controle de custos.
Inteligência artificial
Segundo Moura, a gestão das despesas com passagens aéreas não termina após a emissão do bilhete. Ferramentas baseadas em inteligência artificial podem acompanhar continuamente as variações tarifárias e identificar oportunidades de recompra quando há redução dos preços antes da viagem.
Fatores influenciadores do mercado
De acordo com a análise apresentada pela Global Business Travel Association (GBTA), seis fatores que deverão influenciar o mercado global de viagens corporativas nos próximos anos: economia, investimentos, custos, conectividade, comércio internacional e geopolítica.
O estudo organiza esses elementos em três grupos:
- Impulsionadores do crescimento: economia e investimentos;
- Fatores de dupla influência: custos das viagens, capacidade aérea, conectividade e comércio internacional;
- Fator de maior risco: geopolítica.
Na avaliação do conselheiro de Turismo da FecomercioSP, os fatores classificados pela GBTA como impulsionadores mantêm relação direta com a atividade econômica.
Geopolítica e incertezas
O estudo também aponta a geopolítica como o principal elemento de risco para o setor, devido ao potencial de afetar a conectividade aérea, elevar custos operacionais e provocar alterações nas rotas internacionais.
Segundo Luiz Moura, o crescimento das viagens corporativas deverá continuar associado ao desempenho econômico, mas dependerá cada vez mais da capacidade das organizações de utilizar tecnologia para otimizar custos e responder às mudanças do mercado.
