O aumento dos combustíveis pode elevar os custos operacionais em até 5,9% das atividades em solo (Divulgação)

A recente elevação nos preços do óleo diesel e da gasolina já provoca impactos diretos na estrutura de custos das operações em solo nos aeroportos brasileiros. O alerta foi feito nesta quinta-feira (24) pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo (Abesata), entidade que representa empresas do setor.

De acordo com a associação, o aumento dos combustíveis pode elevar os custos operacionais em até 5,9%. O diesel, principal insumo das atividades em solo, registrou alta entre 12% e 39% nos aeroportos do país, enquanto a gasolina apresentou elevação média de aproximadamente 5,5%, refletindo o efeito cascata das oscilações internacionais.

Esses combustíveis são essenciais para uma série de operações aeroportuárias, como movimentação de aeronaves em solo (pushback e reboque), transporte de tripulações e passageiros, fornecimento de energia por unidades auxiliares (GPU), além de serviços de limpeza, desinfecção, abastecimento de água, remoção de resíduos e manuseio de bagagens e cargas.

Segundo Ricardo Aparecido Miguel, presidente da entidade, o cenário é ainda mais desafiador diante de outras pressões sobre o setor. “A pressão sobre os custos soma-se a outras igualmente preocupantes, como a mudança na escala de trabalho, tema que é alvo de intensa discussão no Congresso Nacional”, afirmou. De acordo com ele, uma eventual alteração nas regras de jornada pode elevar os gastos com pessoal em cerca de 20%.

O dirigente também destacou a falta de atenção ao impacto do diesel nas operações aeroportuárias. Enquanto medidas de apoio são discutidas para mitigar os efeitos da alta do querosene de aviação, o aumento dos custos com diesel, segundo a Abesata, ainda não tem recebido a mesma atenção das autoridades.

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