A experiência de Alex Atala à frente de uma cozinha vai muito além da técnica. Com quase quatro décadas de profissão, o cozinheiro leva para “Chef de Alto Nível”, da Globo, um olhar que combina rigor, troca e disposição para encarar territórios desconhecidos.
Mentor vencedor da primeira temporada, ele retorna ao reality apresentado por Ana Maria Braga em uma edição que, segundo ele, tem outro ritmo. A exposição na televisão aberta, porém, também exige sair da zona de conforto e aprender a lidar com o imprevisível. “Quando a gente põe a cara na televisão, ainda mais num canal aberto, a gente se expõe ao desconhecido cheio de improbabilidades”, afirma.
Experiência
A presença de Ana Maria Braga ajuda a estabelecer um ponto de equilíbrio nesse ambiente. Para Atala, a experiência da apresentadora cria uma referência segura para quem está diante das câmeras e precisa tomar decisões sob pressão.
Em uma competição culinária, ter alguém com quem se pode concordar ou discordar faz parte do jogo, mas também contribui para que os participantes e mentores se sintam mais à vontade. “Numa cozinha, ainda mais num reality, concordar ou discordar da Ana é confortável para a gente. Ela traz segurança”, explica.
Equilíbrio
Se a primeira temporada já exigia adaptação, o novo ano parece ter encontrado um funcionamento mais natural. Atala diz perceber uma equipe mais solta e destaca que o resultado depende de uma engrenagem que vai muito além dos cozinheiros que disputam as provas.
O entrosamento entre os competidores é apenas uma parte do que sustenta o programa, que reúne profissionais de diferentes áreas em torno de um objetivo comum. “Estamos melhorados, mais soltos”, resume o chef sobre o clima desta edição.
Colméia
É justamente essa dinâmica coletiva que mais chama a atenção de Atala. Acostumado a comandar cozinhas profissionais com dezenas de bocas de fogão, ele reconhece no reality uma estrutura em que cada pessoa tem uma função essencial para que tudo aconteça. A metáfora que escolhe é a de uma colmeia, com diferentes trabalhadores atuando em sintonia e uma figura central que orienta o conjunto.
Para o chef, o comprometimento de quem está por trás das câmeras também ajuda a explicar o envolvimento emocional que a temporada desperta. “O que mais me fascina nessa temporada não é só o entrosamento entre três cozinheiros competidores. É produção comprometida. Muito difícil não se emocionar com as coisas aqui”, conclui.
Serviço:
“Chef de Alto Nível” – Terça e quinta, às 22h30, na Globo
