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Aldir Blanc, 80 anos: relembre os grandes parceiros do compositor

Aldir Blanc, 80 anos: relembre os grandes parceiros do compositor


Uma das músicas mais famosas de Aldir Blanc, imortalizada na voz de Elis Regina, “Dois pra lá, dois pra cá”, poderia ser um resumo da produção do compositor e de suas profícuas parcerias. Nas duplas com quem criou alguns dos maiores sucessos da MPB, foram mais de cinco décadas de atividade, e mais de 500 canções.



Além de João Bosco, seu parceiro mais lembrado e coautor da já citada canção, Aldir teve outros célebres companheiros de criação, como Moacyr Luz e Guinga. Nesta quarta-feira (2), dia em que completaria 80 anos, relembre algumas de suas parcerias mais famosas.




João Bosco

Foi a parceria central da carreira de Aldir e uma das duplas mais marcantes da MPB. Os dois começaram a trabalhar juntos no início dos anos 1970 e, segundo o próprio Aldir, chegaram a contabilizar mais de 120 músicas — número que poderia chegar a 150, se consideradas inéditas e letras inacabadas. Entre os maiores sucessos estão temas eternizados na voz de Elis, como “O bêbado e a equilibrista”, símbolo da campanha pela anistia; “Bala com bala”, “O mestre-sala dos mares” e a própria “Dois pra lá, dois pra cá”. Outros sucessos foram “De frente pro crime”, “Kid Cavaquinho”, “Incompatibilidade de gênios”, “O ronco da cuíca”, “Linha de passe”, “Corsário”.


Guinga

Com o violonista Guinga, Aldir encontrou outra parceria de grande fôlego, iniciada nos anos 1980 e marcada por melodias de construção sofisticada e letras de grande densidade poética. O próprio compositor chegou a estimar entre 80 e 100 as músicas feitas com o músico, a exemplo de “Catavento e girassol”, “Nítido e obscuro”, “Baião de Lacan”, “Nem cais, nem barco” e “Simples e absurdo”, faixa-título do disco de estreia de Guinga, de 1991, só com composições com Aldir.


Moacyr Luz

Em 1983, uma distância de alguns andares deu início a uma das parcerias mais celebradas do samba carioca. Moacyr Luz foi morar no mesmo prédio de sua mãe, na Tijuca, Zona Norte do Rio, e ao dar uma carona a Aldir, descobriu que era seu vizinho. Daí, foram mais de 60 parcerias (mas o fundador do Samba do Trabalhador já falou em pelo menos 90 músicas), criadas ao vivo ou em fitas e letras enviadas pelo elevador.



Entre os sucessos estão “Coração do agreste”, hit de Fafá de Belém na trilha da novela “Tieta” (1989); “Medalha de São Jorge”, gravada por Maria Bethânia; “Anjo da Velha Guarda”; “Faça chuva ou faça sol”, “Pra que pedir perdão?”, “Saudades da Guanabara” (com Paulo César Pinheiro) e “Cabô, meu pai” (com Luiz Carlos da Vila).


Cristóvão Bastos

Com o pianista Cristóvão Bastos, Aldir compôs cerca de 30 canções, entre elas alguns de seus maiores sucessos, como “Resposta ao tempo”, tema de abertura da minissérie “Hilda Furacão” (1998) na voz de Nana Caymmi, e “Suave veneno”, tema da novela homônima da TV Globo, em 1999.



Maurício Tapajós

Uma das canções mais conhecidas do repertório de Aldir, “Querelas do Brasil”, gravada por Elis Regina no álbum “Transversal do tempo” (1978), foi uma de suas parcerias com o violonista e produtor Maurício Tapajós. A troca rendeu o álbum “Aldir Blanc e Maurício Tapajós” (1994), que trazia temas como “Colcha de retalhos” e “Entre o torresmo e a moela”.

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