CASABLANCA – Você conhece Casablanca? Coração financeiro do Marrocos, sede de um dos principais portos do país e eternizada pelo clássico de Hollywood que leva seu nome, a cidade é uma verdadeira caixinha de gratas surpresas. Com forte influência da arquitetura Art Déco, ela combina o ritmo acelerado de uma metrópole com história, tradição e arte, em um cenário onde o passado e a modernidade convivem lado a lado.
Casablanca reúne curiosidades que ajudam a entender sua identidade. A começar pelo nome, de origem espanhola, difundido por mercadores e navegadores, que significa “casa branca” e está conectado a uma construção usada como referência na orientação marítima. Hoje, a própria paisagem urbana prolonga essa origem: uma profusão de edifícios de fachadas claras domina o horizonte e mantém viva essa associação.
É também por Casablanca que muitos brasileiros chegam ao Marrocos. A cidade é ligada ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, por um voo direto da Royal Air Maroc, tornando-se a principal porta de entrada do país. Apesar do número de visitantes brasileiros crescer ano após ano, o Marrocos ainda é visto como um destino cercado de exotismo e, em grande medida, permanece associado ao imaginário construído pela novela “O Clone“, exibida pela TV Globo em 2001.
Se, por um lado, a novela colocou o Marrocos no mapa do desejo dos brasileiros, por outro, ajudou a consolidar uma imagem concentrada em Marrakech. A cidade segue como o principal cartão-postal do país, mas está longe de resumir a experiência marroquina. O Marrocos é plural, e Casablanca ocupa um papel complementar essencial nesse roteiro.
Por que viajar para Casablanca?

Mais cosmopolita, moderna e voltada para os negócios, a Casablanca da realidade pouco tem a ver com a cidade eternizada pelo cinema hollywoodiano de 1942, cuja trama de espionagem e romance durante a Segunda Guerra Mundial colocou seu nome no imaginário global.
A primeira curiosidade é que o longa não foi filmado na cidade. Outra é o Rick’s Café, restaurante inspirado no bar fictício do filme, que só surgiu décadas depois, criado justamente para atender à demanda de visitantes em busca de uma referência direta ao universo cinematográfico.
Casablanca abriga ainda a maior mesquita do Marrocos: a Hassan II, com capacidade para até 100 mil pessoas. O edifício impressiona não apenas pela escala, mas pela localização: parte da estrutura foi construída sobre o Oceano Atlântico. O minarete, com cerca de 210 metros, é o mais alto do universo islâmico e se impõe na paisagem urbana como um dos principais símbolos religiosos da cidade.
Para além dos cartões-postais, é na Medina que Casablanca revela outra camada da cidade. O núcleo histórico, cercado por antigas muralhas e marcado por ruas estreitas e labirínticas, segue ativo no cotidiano urbano. Ali, o que define o espaço é o comércio direto. Mercados populares, lojas de roupas, couro, especiarias e pequenas oficinas dividem o mesmo espaço, com circulação constante e negociação aberta.

Ah, e aqui vai uma dica valiosa: cartão de crédito não é unanimidade. O dirham marroquino é a moeda oficial, mas no comércio local, a proximidade com a Europa faz com que euro e dólar sejam aceitos com naturalidade. Só uma observação: ao negociar com moedas estrangeiras, fique de olho na cotação praticada e prepare-se para receber o troco em dirhams. E a regra de ouro da Medina permanece intacta: pechinchar é essencial.
A poucos quilômetros dali, a cidade muda de ritmo. A Corniche de Ain Diab concentra o lado mais descontraído de Casablanca, com restaurantes, cafés e clubes voltados para o Atlântico. Ao entardecer, o calçadão se enche de moradores e visitantes.
A viagem não fica completa sem uma imersão gastronômica. O Dar Dada, localizado a poucos passos da Medina, nas imediações do jardim Arsa, ocupa um riad tradicional. Do lado de fora, a simplicidade esconde o interior, que se abre em pátios, corredores e salas com mosaicoszelligee madeira trabalhada.
No menu, alguns pratos ajudam a entender a culinária marroquina. O cuscuz é bem diferente da versão brasileira: grãos leves e soltos, servidos com legumes e especiarias. Vale provar apastilla, uma torta de massa folhada que mistura doce e salgado, além dobaghrir, uma panqueca leve de textura furada, servida com mel e manteiga. Como complemento, o Dar Dada oferece apresentações de dança do ventre ao vivo.
Casablanca é para todos

A cidade funciona bem o ano inteiro. Entre março e maio, o clima é ideal para caminhar. De junho a agosto, o calor desloca a vida para a orla. De setembro a novembro, as temperaturas se estabilizam. Já de dezembro a fevereiro, o ritmo segue firme, com menos turistas e uma atmosfera mais local.
Casablanca é fácil de explorar. É comum encontrar pessoas usando tanto roupas ocidentais quanto vestimentas tradicionais; não há restrição ao vestuário. Além disso, é um destino aberto, com presença ativa de mulheres na vida pública e uma narrativa de respeito e convivência que reflete as diretrizes da monarquia marroquina. Embora o Marrocos seja um país conservador, a diversidade circula com naturalidade, respeitando a etiqueta e os costumes locais.
Missão Braztoa em Marrocos

Com o objetivo de fortalecer o destino Marrocos nas prateleiras das operadoras brasileiras, a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) realiza, entre os dias 16 e 20 de junho, uma Missão Comercial no país. A iniciativa conta com o apoio do Escritório Nacional Marroquino de Turismo (ONMT) e a participação de mais de 20 empresas de peso do setor brasileiro. O roteiro integra experiências autênticas em Casablanca e Marrakech, além de visitas técnicas e encontros de negócios estratégicos.
O grupo partiu na terça-feira (16), do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Antes do embarque, os participantes desfrutaram da estrutura da sala VIPThe Lounge, no Terminal 2, que oferece serviços de conveniência, gastronomia e áreas de relaxamento e reuniões. A comitiva aterrissou no Aeroporto Internacional Mohammed V, em Casablanca, na quarta-feira (17), às 13h20 (horário local).

“Já na cidade, a hospedagem ficou por conta do Casablanca Marriott Hotel, estrategicamente localizado no coração do centro histórico Art Déco. Com perfil voltado ao lazer e a negócios, o hotel dispõe de infraestrutura completa, incluindo 18 salas de reunião e um centro de fitness. A gastronomia é um dos pilares da propriedade, que abriga três restaurantes, entre eles o BaB, com foco em cozinha internacional e marroquina, além de bar e café. O estabelecimento oferece ainda serviços de concierge, lavanderia eclub loungeexclusivo, consolidando-se como um ponto de conveniência próximo à estação de trem Casa Port e aos principais marcos turísticos da metrópole.
*O M&E viaja a convite da Braztoa com proteção da GTA.
