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A antiga caa de baleias era um trabalho para poucos

A antiga caa de baleias era um trabalho para poucos

Em circunstncias normais, um trabalho paga mais quando difcil, perigoso ou repugnante. A caa s baleias era tudo isso, ento nunca teria sido tentada se no fosse lucrativa. Mas, alm disso, tambm era arriscada porque sempre havia a possibilidade de no capturar uma baleia, o que significava no ganhar dinheiro nenhum. Ainda assim, o sucesso ocasional compensava para os caadores que sobreviviam. Envolvia encontrar uma baleia, mat-la -o que podia levar dias- e depois process-la enquanto tentavam voltar para casa.

A antiga ca

A vida dos baleeiros da antiguidade e do sculo XIX era sinnimo de isolao, perigo e monotonia, caracterizada por meses no mar em condies apertadas e insalubres.

Os membros da tripulao suportavam trabalhos extremamente rduos, processando a gordura dos animais para transform-la em leo no convs, enquanto se alimentavam de comida salgada e, muitas vezes, estragada.

A profisso era uma busca arriscada por riqueza, repleta de potencial para ferimentos fatais ou naufrgio.

Os baleeiros caavam em barcos pequenos e frgeis, muitas vezes lutando contra baleias enorme (cachalotes) que podiam vir-los.

O espao habitacional era apertado, com cerca de 20 homens compartilhando uma rea de 4,8 x 1,8 metros. Assim Os dias eram gastos consertando equipamentos, enrolando cordas, observando de um ninho de corvo a 30 metros de altura e processando carcaas no convs.

A alimentao consistia em carne bovina e suna salgada, e biscoitos secos infestados de insetos, embora ocasionalmente pescassem peixes ou tartarugas.

Um fogo de tijolos no convs usado para ferver gordura de peixe, frequentemente criava um ambiente quente,

As tripulaes eram frequentemente muito diversificadas, reunindo pessoas de vrias nacionalidades e origens e muitas vezes aventureiros que no tinham coisa melhor a fazer.

A caa s baleias nos primrdios frequentemente envolvia a captura de baleias menores perto da costa ou o uso de lanas com pontas envenenadas. Em algumas culturas, a caa s baleias era um empreendimento comunitrio de grande escala, que utilizava torres de vigia e, em alguns casos, capturava baleias que j haviam encalhado na costa. Alguns povo indgenas acreditavam que aquilo era presente dos deuses.

Comunidades inteiras frequentemente participavam do processamento da baleia para obteno de leo, carne e materiais.

Para alguns, a caa s baleias era vista como um esquema para “enriquecer rapidamente”, mas a realidade era frequentemente a de longas e exaustivas viagens por uma remunerao modesta, com os ganhos normalmente calculados como uma “parte dos lucros”.

Eventualmente, nossa necessidade de leo de baleia diminuiu quando outros produtos foram desenvolvidos, o que foi bom, j que a populao de baleias estava diminuindo rapidamente.

O declnio da caa s baleias ocorreu devido a uma combinao de fatores econmicos, tecnolgicos e ecolgicos, culminando com forte regulao internacional na dcada de 1980.

A caa intensiva, que atingiu o seu pico no sculo XX, tornou o leo de baleia comercialmente desnecessrio e as baleias raras demais para valer o custo da caa.

A descoberta do petrleo em 1859 e o desenvolvimento do querosene, alm de leos vegetais, substituram o leo de baleia na iluminao pblica e lubrificao industrial.

A caa indiscriminada ao longo de sculos, intensificada por tecnologias modernas como canhes-arpo e navios a vapor, levou muitas espcies beira da extino, tornando os animais difceis de encontrar.

Por isso a Comisso Baleeira Internacional (CBI) estabeleceu uma moratria global caa comercial de baleias que entrou em vigor em 1986, aps anos de campanhas de presso pblica e conservacionismo.

Campanhas de grupos como o Greenpeace destacaram a crueldade da prtica e o perigo de extino, mudando a percepo pblica sobre as baleias.

No Brasil, a caa de baleias foi uma atividade lucrativa que durou quase 400 anos, principalmente na costa de Santa Catarina e Rio de Janeiro. A caa foi proibida no Brasil em 1985, aps as populaes de baleias, especialmente a Baleia Franca, estarem beira da extino.

Apesar da moratria, a prtica no acabou totalmente. Noruega, Islndia e Japo continuaram a caar baleias fora dos acordos internacionais ou com objees moratria.

O Japo argumenta que a caa uma parte importante de sua cultura e histria, rejeitando o “antropomorfismo emocional” ocidental sobre as baleias.

Aps retirar-se da CBI em 2019, o Japo retomou a caa comercial em suas guas territoriais, alegando que a prtica sustentvel e necessria para estudos cientficos e gesto de estoque.

Historicamente, aps a Segunda Guerra Mundial, a carne de baleia tornou-se uma fonte importante de protenas no pas. Embora o consumo tenha cado, defensores alegam ser um alimento de baixo teor de gordura e alto teor proteico.

A caa baleia-an faz parte da cultura costeira norueguesa h sculos. Por isso a Noruega registrou uma objeo formal moratria da CBI em 1986, o que significa que no legalmente vinculada proibio internacional.

A caa realizada por pescadores que a veem como uma extenso de suas atividades, embora a indstria dependa de subsdios estatais e enfrente demanda interna baixa, buscando exportar para o Japo.

Assim como a Noruega, a Islndia tem forte tradio baleeira. No entanto, a indstria tem oscilado. Em 2025, a principal empresa baleeira cancelou a temporada, indicando que a caa se tornou financeiramente invivel devido queda na demanda de exportao para o Japo.

Ou seja, praticamente a totalidade das caas de baleia tem hoje como destino o Japo.

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