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Luciano Quirino explora a frieza interesseira de Pascoal em “A Nobreza do Amor”

Luciano Quirino explora a frieza interesseira de Pascoal em “A Nobreza do Amor”

Para Luciano Quirino, o contido Pascoal de “A Nobreza do Amor” carrega um tipo de vilania que se constrói pela estratégia e não pelo impulso.


Na novela das 18h da Globo, o personagem surge como um mercenário capaz de entender rapidamente as brechas do Reino de Batanga e se torna um aliado perigoso de Jendal (Lázaro Ramos).


“O que mais me atraiu foi justamente essa inteligência silenciosa. Pascoal entende o poder e as fragilidades humanas e sabe usar isso a favor dele. É um personagem cheio de camadas”, afirma.




A construção do personagem exigiu uma atuação mais contida, apoiada justamente em seus silêncios. “Tentei construir o Pascoal muito mais pelo olhar e pela escuta do que pela fala. Ele é um homem que observa tudo antes de agir”, explica.


Essa lógica aparece ainda na relação com Jendal. “O Pascoal vai conquistando poder porque sabe exatamente o que o rei precisa ouvir e fazer. Acho interessante porque ele não é impulsivo. Ele é calculista. Isso traz uma tensão diferente para o personagem”, analisa.


Contracenar com Lázaro Ramos reforçou essa dinâmica de tensão e cumplicidade. “Lázaro é um ator extraordinário e um parceiro generoso. A gente se escuta muito em cena e isso faz toda diferença. Existe uma troca muito viva entre nós”, valoriza.


Em paralelo, Luciano também pode ser visto em “Dona Beja”, disponível na HBO Max e exibida pela Band, em um registro bastante diferente.


Na produção, ele interpreta Mendonça e reencontra Thalma de Freitas, com quem trabalhou em “Laços de Família”, de Manoel Carlos, exibida originalmente pela Globo entre 2000 e 2001.


“Foi muito bonito. Existe uma memória afetiva entre nós desde aquela época e reencontrar Thalma tantos anos depois, agora com mais maturidade artística e pessoal, foi muito especial”, conta.


Entre uma obra e outra, o ator enxerga uma fase de expansão criativa. “Hoje, me sinto mais aberto para personagens complexos, contraditórios e humanos”, define.


Nome completo: Luciano Quirino dos Santos.

Nascimento: 4 de abril de 1966, em Santos/SP.


Atuação inesquecível: Como Arthur Bispo do Rosário no curta-metragem “Eu Preciso Destas Palavras Escrita”, com direção e roteiro de Milena Manfredini e Raquel Fernandes e lançado em 2017.


Momento marcante na carreira: “O filme ‘Carandiru’, sob direção de Hector Babenco (2003)”.


O que falta na televisão: “Protagonistas pretos e diversidade de narrativas”.


O que sobra na televisão: “Repetição de estereótipos”.


Com quem gostaria de contracenar: Denzel Washington.


Se não fosse ator, seria: “Eu sempre quis ser ator”.


Ator: Milton Gonçalves.


Atriz: Ruth de Souza.


Novela: “Laços de Família”, escrita por Manoel Carlos e exibida originalmente pela Globo entre 2000 e 2001.


Vilão marcante: Rosa, papel de Léa Garcia em “Escrava Isaura”, novela de Gilberto Braga, exibida originalmente pela Globo entre 1976 e 1977.


Personagem mais difícil de compor: Carlos Gomes, no espetáculo “Maestro Selvagem”.


Que papel gostaria de representar: Nelson Mandela.


Filme: “A Cor Púrpura”, dirigido por Steven Spielberg e lançado em 1985.


Autor: Alice Walker.


Diretor: Steven Spielberg.


Mania: “De repetir falas em voz baixa antes da cena”.


Medo: “Do apagamento da nossa história preta”.


“A Nobreza do Amor” – Globo – Segunda a sábado, na faixa das 18h.

“Dona Beja” – Band – Quintas e sextas, às 23h15. Disponível na íntegra na HBO Max.

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